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    70% da frota parada


    Greve continua: reunião de rodoviários termina sem acordo em Manaus

    Nesta quinta-feira, feriado de Corpus Christi, rodoviários ameaçam colocar apenas 30% da frota para rodar na capital amazonense


    Manaus - Após mais de 4 horas de negociações, reunião entre o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, empresários, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e rodoviários terminou sem acordo nesta quarta-feira (30). Os profissionais prometeram paralisar 70% da frota nesta quinta (31), feriado de Corpus Christi.

    "A greve dos rodoviários vai continuar nesta quinta-feira em Manaus". Esta foi a afirmação de Givancir Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM). A reunião aconteceu na sede da prefeitura de Manaus, no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus.

    O presidente do sindicato dos rodoviários ainda afirmou que a greve vai continuar. Nesta quinta-feira, 70% da frota vai ficar nas garagens.

    Givancir culpou os empresários por não haver acordo entre as partes
    Givancir culpou os empresários por não haver acordo entre as partes | Foto: Jael Lucena


    "O Sinetram mais uma vez se demonstrou indisposto a negociar e se recusou a dar o nosso aumento salarial. Enquanto isso não for resolvido, 70% da frota vai ficar parada", ameaçou Givancir Oliveira.

    Segundo o prefeito de Manaus, o acordo quase foi fechado entre as partes, por intermédio da Prefeitura de Manaus, mas os empresários e os rodoviários entraram em conflito com relação à abertura de vagas para novos funcionários. 

     O acordo quase foi fechado entre as partes, por intermédio da Prefeitura de Manaus, mas os empresários e os rodoviários entraram em conflito
    O acordo quase foi fechado entre as partes, por intermédio da Prefeitura de Manaus, mas os empresários e os rodoviários entraram em conflito | Foto: Daniel Landazuri


    "Chegamos perto do acordo. Na parte financeira, as duas partes entraram em acordo, mas não se entrou em conciliação sobre o tema de contratação ou não de novos funcionários. Um grupo acusou o outro de manipulação para a contratação de pessoal e eu fiz um apelo. Eu tenho o dever de fazer o impossível para que Manaus não se perca, porém não houve acordo. Como não tive esse ponto de vista atendido, eu vou entrar com duas ações civis públicas contra as duas partes, responsabilizando o sindicato dos trabalhadores e o sindicato dos empresários", disse o prefeito. 

    Ainda conforme Arthur Neto, a prefeitura vai recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-AM) para aplicar multas aos sindicatos.

    "Cheguei a propor que fizessem uma lista dos problemas que separam os dois setores, até chegarmos à solução, mas não foi possível. Lamento muito e vou cumprir meu dever de prefeito que é pedir do Tribunal Regional do Trabalho ações para que os trabalhadores e empresários sejam responsabilizados com multas pesadas", afirmou o prefeito de Manaus.

    Sinetram

    Segundo o presidente do Sinetram, Algacir Gurgacz, o desentendimento entre os dois lados está nos prazos solicitados pelos empresários aos rodoviários para a negociação.

    "Eles pediram 6,5% de reajuste para junho e pedimos um prazo até agosto para dar esse percentual. Acredito que estamos muito perto de uma negociação. A porta ainda está aberta. Acho que em dois dias tudo estará resolvido".

    Ainda conforme Gurgacz, o Sinetram pediu um prazo de 2 meses para acertar o reajuste. "O problema das empresas é ter a responsabilidade de assumir e poder pagar esse compromisso. Temos que ter certeza que poderemos efetuar os pagamentos, por isso, pedimos um prazo de dois meses. A gente assina o termo hoje e concordamos com o reajuste. Só queremos um prazo de dois meses para isso", disse.

    Determinação

    Nesta terça-feira (29), o prefeito de Manaus havia determinado um prazo de 24 horas para que as duas partes chegassem a um acordo. O prazo acabou às 19h desta quarta-feira (30) e, conforme avisado previamente pelo prefeito, a Procuradoria Geral do Município vai entrar com uma ação contra os dois sindicatos no TRT.

    Edição: Bruna Souza

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