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    Rodoviários exigem abertura da CPI do Transporte Público em Manaus

    Grupo se reuniu em frente à Câmara Municipal de Manaus, na manhã desta segunda-feira (4). A entrada dos rodoviários foi proibida pelo presidente da casa, vereador Wilker Barreto, que avalia a ação como desrespeito ao povo

    A entrada da CMM chegou a ser ocupada durante parte da manhã desta segunda | Foto: Ana Luíza

    Manaus - Em manifestação pedindo a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o sistema de bilhetagem do transporte coletivo de Manaus, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) ocuparam a entrada da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na Zona Oeste, na manhã desta segunda-feira (4).

    De acordo com os manifestantes, os recursos adquiridos pelo sistema, que deveriam pagar salários e benefícios dos trabalhadores, não estão sendo repassados. 

    O vice-presidente do sindicato, Josenildo Silva, afirma que a categoria não recebe reajuste salarial há dois anos sob a alegação de que não há dinheiro e que empresários querem que pelo menos 40% da categoria realize jornadas de trabalho horistas e intermitentes sem benefícios. 

    Leia também: Sem transporte, população revoltada quebra ônibus e terminal em Manaus

    O presidente do STTRM, Givancir Oliveira, comanda a greve de transporte público há sete dias
    O presidente do STTRM, Givancir Oliveira, comanda a greve de transporte público há sete dias | Foto: Márcio Melo

    "Isso geraria demissões em massa para que fossem assinados novos contratos sob esse novo regime, além de que os trabalhadores receberiam metade do salário e não teriam direito a cesta básica, plano de saúde e intervalos de trabalho", explicou. 

    Invocando o protocolo de segurança da Casa, o presidente da CMM, Wilker Barreto (PHS), determinou que todas as portas fossem trancadas e não permitiu a entrada dos representantes sindicais nem dos manifestantes. O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi chamado para realizar a segurança do local.

    Para Wilker Barreto, a forma como o sindicato tem lidado com a discussão não respeita o povo. "A CMM está aberta a discussão do bem. Não adianta implantar o caos em Manaus e querer conversar de forma harmoniosa conosco. Isso não é uma forma respeitosa de tratar o povo", disse.

    Greve do transporte público afeta 750 mil usuários
    Greve do transporte público afeta 750 mil usuários | Foto: Divulgação

    Entretanto, o parlamentar informou que representares da categoria devem participar de uma reunião da Comissão de Transporte para discutir o tema. 

    Durante o Pequeno Expediente, o vereador Sassá da Construção Civil (PT) informou que daria entrada no documento que pede a instalação da CPI para investigar irregularidades nos serviços de transporte coletivo de Manaus, prestados por empresas representadas pelo Sinetram. Até o momento, o documento conta com sete assinaturas. Para ser aprovado, o pedido precisa de pelo menos 14 assinaturas. 

    Pedido de abertura de CPI assinado pelo vereador Sassá
    Pedido de abertura de CPI assinado pelo vereador Sassá | Foto: Reprodução

    Além dele, os vereadores Chico Preto (PMN) e Joana D'Arc (PR) informaram que também devem apresentar pedidos de CPI. A manifestação ocorreu quando a greve dos rodoviários entrou no sétimo dia, nesta segunda. Mais de 750 mil usuários são prejudicados pelo movimento grevista. A categoria reivindica reajuste salarial de 6,5%.

    A reportagem aguarda um posicionamento do Sinetram sobre a articulação de rodoviários e políticos com pedidos de abertura de CPI. 

    Edição: Isac Sharlon

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