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    Meio ambiente


    Área verde na Zona Leste de Manaus é devastada por construtora

    Ambientalista afirma que trabalhos na área devastaram a fauna e flora que existiam na região. Empresa diz que está limpando o local após denúncias

    Mesmo com notificação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, trabalhadores estavam nesta terça-feira (7) no local
    Mesmo com notificação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, trabalhadores estavam nesta terça-feira (7) no local | Foto: Janailton Falcão

    Manaus - Uma obra irregular em uma possível Área de Preservação Permanente (APP) preocupa moradores do bairro Coroado, Zona Leste de Manaus. As terras pertencem à imobiliária Nosso Lar, que alegou estar fazendo uma limpeza no local. Porém, denunciantes informaram que o desmatamento e o aterro estão causando impactos ambientais e transtornos a centenas de famílias, pois o terreno é um dos responsáveis pela drenagem da água pluvial do conjunto Acariquara.

    Segundo os denunciantes, está prevista a construção de um condomínio que irá beneficiar servidores públicos estaduais, mas a empresa não possui licença ambiental, nem alvará de construção.

    “Essa obra deve trazer impactos diretos aos moradores que podem sofrer com futuras alagações, se não for feita uma drenagem adequada, pois as águas descem por este terreno que está sendo criminosamente aterrado e vai desaguar no igarapé do Acariquara, até as águas do Mindu”, explicou uma ambientalista, que preferiu ter o nome preservado.

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    As terras pertencem à imobiliária Nosso Lar
    As terras pertencem à imobiliária Nosso Lar | Foto: Janailton Falcão

    A especialista ainda lamentou a destruição do local, que antes era repleto de espécies de árvores frutíferas e abrigava diversos animais, como jacarés e aves aquáticas. “No local existem dois lagos: Um já foi aterrado e o outro deve ser destruído em breve. Inclusive, já foi solicitado do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para realizar os resgates”, disse.

    A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) informou que esteve no local, após ser acionada por meio de denúncia, na última segunda-feira (6). A obra foi interditada por ausência de licenciamento ambiental e o responsável notificado a comparecer à sede da Semmas num prazo de 24 horas.

    Paralelamente, o Departamento de Gestão Territorial e Ambiental do órgão está em procedimento para caracterização da área, com a finalidade de confirmar a existência (ou não) de uma Área de Preservação Permanente (APP). Caso seja caracterizada a APP, novas sanções serão aplicadas aos responsáveis.

    Empresa

    O proprietário do terreno, o empresário Luiz Ramon, informou que a equipe jurídica da imobiliária compareceu na sede do órgão e apresentou os documentos de solicitação de limpeza da área. O proprietário ainda negou a construção de um empreendimento no local e informou que o terreno não é considerado uma APP.

    “Já fui denunciado várias vezes, porque a área era usada por usuários de drogas e considerada um antro de prostituição. A limpeza da região é uma proteção à sociedade”, disse o empresário.

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