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    Enem 2018


    Questão no Enem tem base em dissertação de professor amazonense

    Na questão 31 do exame, o candidato teve que analisar o "Pajubá", código linguístico da comunidade LGBTQ+, tema da pesquisa do professor amazonense, Renato Regis

    A questão 31 da sessão de Linguagem, Códigos e suas Tecnologias, pedia que o candidato analisa-se o "Pajubá" | Foto: Reprodução/Internet

    Manaus -  No domingo (4) dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), uma questão da prova despertou a atenção dos candidatos. A questão 31 da sessão de 'Linguagem, Códigos e suas Tecnologias', pedia que o candidato analisasse o 'Pajubá', dialeto da comunidade LGBTQ+.

    Na  manhã de segunda-feira (5), foi divulgado na internet que a referida questão, elaborada pelo MEC, teve como uma das referências um estudo linguístico antropológico do professor amazonense, Renato Regis. 

    Na página pessoal do professor no Facebook, ele escreveu que foi com grande emoção que viu o seu trabalho reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). "O MEC entrou em contato comigo e informou que dentre diversas referências do dialeto LGBTQ+, o meu estudo era o único que tratava do assunto sob a ótica de uma pesquisa científica", declarou. 

    O professor ressalta que sua dissertação não inspirou a questão, mas que serviu como base para o seu desenvolvimento.

    A dissertação de mestrado defendida em junho de 2017, realizou um estudo etnolinguístico com foco no dialeto inerente à comunidade LBGTQ+.  "A ideia de tratar sobre a temática do Pajubá em nível acadêmico surgiu em 2011, mas  só se concretizou quando fiz a seleção para o mestrado da  UEA, no final de 2014", relembrou Renato.

    Representatividade

    Para o egresso do Programa de Pós-Graduação em Letras e Artes da UEA, o estudo só foi possível por meio da contribuição da comunidade LGBTQ+. "Nossa comunidade LGBTQ+ precisa ser ouvida e quando essa voz ecoa com status científico ela ganha notabilidade. Foi exatamente isso que aconteceu quando ela chegou ontem a compor a prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias", complementou o professor, que hoje atua no Instituto Federal do Amazonas. 

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