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    manifestação


    PMs e família de policial morto em atropelamento protestam, em Manaus

    Eles aguardam o resultado da audiência de custódia, que acontece na tarde deste sábado (8) e decidirá se o motorista que atropelou o policial seja preso ou liberado

    A Associação de Cabos e Solados da Polícia Militar (ACS) organizou uma movimentação em frente ao fórum | Foto: Nícolas Daniel Marreco/Em Tempo

    Manaus - Familiares e policiais militares se reuniram em manifestação no início da tarde deste sábado (8) pela morte do cabo Kleber Ventilari, de 35 anos. Eles se concentram em frente ao fórum Henoch Reis, bairro São Francisco, Zona Sul, na tentativa de pressionar a Justiça do Amazonas a decidir pela prisão de Thomé Matheus Jesus Torres, de 21 anos, acusado pelo homicídio do cabo.

    O investigador aposentado da Polícia Civil (PC) e tio da vítima, Waldir Ventilari, disse que não irá se conformar com uma soltura por fiança, e sim apenas a condenação em regime prisional fechado. Comovido, ele lembrou do sobrinho que, segundo ele, era um exemplo de honestidade dentro da corporação. 

    Waldir Ventilari, tio da vítima, relatou que o cabo morto era um policial honesto
    Waldir Ventilari, tio da vítima, relatou que o cabo morto era um policial honesto | Foto: Nícolas Daniel Marreco/Em Tempo

    "Ele seguiu os passos da nossa família e investiu na carreira militar como bom servidor da sociedade. Não era como alguns pilantras, que se dizem policiais. Era honesto e íntegro no seu serviço. Confiamos nas autoridades vigentes e esperamos que não deixem esse crime sem a punição que ele merece", falou o aposentado.

    O presidente da Associação dos Cabos e Soldados (ACS), sargento Igor Silva, comentou que a principal indignação da categoria é a tipificação nos autos criminais por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). Devido à constatação de embriaguez de Torres ao volante, Silva considera que a responsabilidade pela ingestão de álcool classifica o dolo. 

    À espera do resultado da audiência de protestaram com o auxílio de um carro de som
    À espera do resultado da audiência de protestaram com o auxílio de um carro de som | Foto: Nícolas Daniel Marreco/Em Tempo

    "Você assume todos os riscos, quando está dirigindo bêbado. Por causa dessa tipificação nos autos, ele pode inclusive responder em liberdade o crime. Não vamos tolerar isso. Pedimos a sensibilidade dos juízes que interpretem o caso da forma devida, considerando mudar a classificação penal desse homicídio", opinou.

    'Eterno carnaval para bandidos'

    O deputado federal eleito Alberto Neto também compareceu ao local e ressaltou que pretende simplificar a Lei penal para que, nesses casos, a punição do acusado seja precisa.

    O deputado federal eleito Alberto Neto se diz inconformado com o histórico de audiências que liberam réus em casos parecidos ao ocorrido neste sábado
    O deputado federal eleito Alberto Neto se diz inconformado com o histórico de audiências que liberam réus em casos parecidos ao ocorrido neste sábado | Foto: Nícolas Daniel Marreco/Em Tempo

    "Nesse ano, já tivemos o caso do sargento militar morto em acidente de trânsito e o acusado está respondendo o crime em liberdade. Nesse caso, quando o condutor bebeu, assumiu a responsabilidade dos seus atos, compondo o dolo. Além disso, ele ainda estava fazendo 'pega' com outros carros. Precisamos acabar com essas audiências de impunidade, que não condenam da forma justa", declarou.

    Ele rotulou o episódio como um "eterno carnaval para bandidos" e relatou que pretende combater esse cenário na Câmara dos Deputados, a partir do ano que vem, como tônica de sua campanha eleitoral. 

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