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    Serviços de Saúde


    Você tem plano de saúde? Mercado volta a crescer após 32 meses

    Nacionalmente houve um crescimento de pelo menos 64 mil novos vínculos e no Amazonas o aumento foi de 2,71%

    Aumenta o números de conveniados no Brasil, mas não há garantias que os prestadores mantenham os serviços | Foto: Janailton Falcão

    Manaus - Pela primeira vez em 32 meses o mercado de planos de saúde privado apresenta crescimento de pelo menos 64 mil novos vínculos no Brasil. Apesar do Amazonas também acompanhar esse aumento, o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviço de Saúde do Estado do Amazonas (Sinessam) diz que ainda é cedo para afirmar o progresso desses números.

    A elevação dos números foi divulgada por meio da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com base em dados da Agência Nacional de Saúde (ANS). Em janeiro deste ano (2018) o número de pessoas que aderiram a planos privados já ultrapassou 47,4 milhões de beneficiários. 

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    No Amazonas, o estado apresentou um aumento de 2,71% de contratos de planos de saúde no mesmo período (janeiro de 2018). De 524.835 usuários passou para 539.074, porém o Sinessam alerta que é preciso estar atendo para o comportamento das empresas.

    "Ainda é cedo afirmar que os números de 2018 irão expressar o aumento dos serviços prestados pelos estabelecimentos de serviços de saúde do setor privado, pois em nosso estado, tendo como exemplo Manaus, temos um plano de saúde que possui 40% (dados de set/16 a set/17 ANS) dos usuários, e possui um sistema de atendimento "verticalizado", ou seja, concentra dentro de suas instalações o máximo de serviços e procedimentos que seus usuários necessitam. Somente repassa aos estabelecimentos de serviços de saúde credenciados por ele, aqueles procedimentos que não têm capacidade de atender no período, que quase sempre é um percentual muito pequeno", explicou o presidente do Sinessam, Adriano Terrazas.

    Convênios em Manaus

    Dois planos de saúde detêm o mercado manauense. De acordo com dados da ANS de setembro de 2017, um plano da capital possui 40% enquanto o outro tem 26,99% dos usuários. 

    Esses números correspondem respectivamente as instituições privadas Hapvida e Unimed Manaus. A antiga detentora do mercado Unimed perdeu mercado depois de constantes crises administrativas e escândalos de desvio de dinheiro.

    A operadora Hapvida encerrou janeiro de 2018 com 219.934 usuários, uma alta de 0,68% em relação a dezembro de 2017. A Unimed Manaus recuou 0,89% em relação ao mês anterior e conta apenas com 137.710 beneficiários.

    Hapvida lidera no raking de conveniados em planos de saúde no Amazonas
    Hapvida lidera no raking de conveniados em planos de saúde no Amazonas | Foto: Janailton Falcão

    Em terceiro lugar aparece o Bradesco Saúde, que caiu 1,15% e fechou janeiro com 47.719 usuários. Em quarto vem a Samel Plano de Saúde, que com 34.776 beneficiários registrou alta de 0,69%, e por fim a Amil Assistência Médica Internacional, que registrou crescimento de 2,36% e encerrou janeiro com 17.591 usuários.

    O alerta no caso do aumento na adesão não implica que as prestadoras de serviço vão conseguir manter os serviços médicos, é o que esclarece o presidente do Sinessam. 

    "Os prestadores de serviços de saúde credenciados ao plano, na sua grande maioria, mantiveram o atendimento até hoje, mesmo com atraso nos pagamentos dos serviços prestados chegando a mais de seis meses. Contudo, a maioria não tem mais condições de manter o atendimento e, em muitos casos, estão começando a diminui-lo, simplesmente por não ter condições de manter o mesmo nível de atendimento. E se veem obrigados a buscar outras fontes de recursos financeiros, como aumentar a participação de outros planos de saúde, a reformulação de seus custos visando a diminuir o valor dos serviços praticados e até adentrando numa 'nova' modalidade: clínicas populares, por exemplo", atentou.

    O presidente do Sinessam, Adriano Terrazas, aponta que ainda é cedo para afirmar que haverá aumentos dos serviços prestados atualmente
    O presidente do Sinessam, Adriano Terrazas, aponta que ainda é cedo para afirmar que haverá aumentos dos serviços prestados atualmente | Foto: Janailton falcão

    Por fim, Adriano aponta que dependendo de onde se deu este crescimento, pode ser positivo ou negativo. "A verdade é que a relação dos planos de saúde com os prestadores de serviços de saúde precisa ser avaliada, reformulada e modificada. Se por um lado dos Planos de saúde o aumento do custo do paciente é um ponto de divergência, para o estabelecimentos de saúde é a falta de reajuste dos valores dos serviços prestados, mesmo com a Lei 13.003/14. Chegando a casos em que a tabela de valores não sofre reajuste a mais de 10 anos", finalizou.

    Outras alternativas

    Clínicas oferecem planos para exames médicos e consultas com preços mais acessíveis
    Clínicas oferecem planos para exames médicos e consultas com preços mais acessíveis | Foto: TACIO MELO

    Saindo dos planos médicos das grandes empresas é possível buscar outras alternativas. Empresas do setor apostam na fidelização dos clientes com taxas menores e serviços em um só lugar.

    Doutor Card

    A clínica trabalha com descontos médicos que proporciona consultas, exames e procedimentos individual ou familiar. Os preços variam R$99,90 a R$220 individual e familiar com no mínimo três pessoas de R$79 a R$180.

    Sasmet

    Clínica de saúde ocupacional especializada em Medicina do Trabalho e Engenharia de Segurança do Trabalho dispõe do Sasmet Card, com valor de R$120 e adesão de R$ 60. Não há mensalidades e ainda oferece 30% de desconto em exames não contemplados no contrato.

    Prodimagem

    A clínica oferece serviços de consulta e exames. A novidade é o cartão ProdCard distribuído em três categorias: blue, master e premium. As mensalidades são a partir de R$ 80 e o cliente conta com 30% de desconto para exames não inclusos na categoria.

    Edição: Isac Sharlon

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