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    Reinvindicação


    Professores paralisam trabalhos em Manaus e em 13 municípios do AM

    "Se o governador não nós receber hoje faremos greve por tempo indeterminado", diz presidente da Asprom

    Humaitá (AM) é um dos 14 municípios que aderiram a manifestação de reivindicação ao reajuste salarial | Foto: Divulgação

    Manaus- Professores da rede estadual de ensino realizam, nesta terça-feira (13), uma paralisação em diversas escolas de Manaus e em 13 municípios do interior do Amazonas. Um grupo de professores está reunido na Escola Estadual Dom João de Souza Lima, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.

    Professores de Manaus realizam manifestação e ocupação pacífica em Manaus para exigir o pagamento da data base | Autor: Divulgação

    Os manifestantes exigem reunião com o governador Amazonino Mendes para falar sobre a data-base da categoria, que não é paga aos trabalhadores há quatro anos. Segundo o presidente da Asprom, o governo até o momento não apresentou nenhuma proposta em relação aos reajustes.

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    De acordo com o presidente do Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas de Educação Básica de Manaus (Asprom), Lambert Mel, escolas da rede estadual de ensino da capital e interior do Estado do Amazonas estão aderindo à manifestação, que ocorrerá durante todo o dia.

    "Estamos ocupando a escola Dom João de forma pacífica. Nossa concentração é aqui e seguirá até às 17h. Estamos aguardando um posicionamento do governador, que caso não venha ocorrer até este horário amanhã entraremos em greve por tempo indeterminado. Mais de 200 escolas de Manaus estão sem aulas", finalizou.

    Entenda o caso

    A classe diz esperar a reposição salarial de 35% referente aos anos de 2014 a 2018. Intitulada pelo sindicato como paralisação de advertência, o movimento deve atingir os três turnos de trabalho das escolas estaduais.

    Nesta quarta (14) à tarde, está previsto uma assembléia na sede da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fetracom), no bairro Aparecida, Zona Sul, para a votação coletiva da greve geral. Se a maioria dos votos concordar com a proposta do sindicato, a paralisação de professores e pedagogos vai seguir sem previsão de término.

    Seduc

    A Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) informa que o canal de negociações das reivindicações da categoria está aberto com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), representante oficial dos servidores da educação.

    Em relação as manifestações realizadas pela Asprom, a Seduc informou que não têm respaldo legal.

    "A Secretaria esclarece que a data-base da categoria já foi garantida pelo Governo para o mês de março. Faltando somente definir o percentual de reajustes. O governo também definiu, para abril, as progressões dos servidores que se especializaram e concluíram os cursos de mestrado e doutorado.O governo também já garantiu para abril o auxílio-alimentação dos servidores da Seduc-sede", diz um trecho da nota.

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