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    Educação


    Vitória em greve depende de 'união' de sindicatos, diz Asprom-Sindical

    Professores iniciaram a greve geral no dia 22 de março pelo reajuste salarial de 35%

    Manaus - "Vamos esperar até as 12h de hoje para o Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas) se pronunciar. Se ele não vier, vamos continuar com a greve, mas acreditamos em uma parceria justa e limpa para conseguirmos a negociação que vai acabar com a greve", disse a líder da Associação dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asspom-Sindical), principal responsável pela greve geral dos educadores da rede pública no Amazonas.

    A expectativa do fim da greve é nesta sexta-feira (6), onde a categoria espera o pronunciamento do governador Amazonino Mendes de concessão dos 35% de reajuste salarial dos professores e pedagogos. O líder do executivo estadual ofereceu 14,57% de reajuste na última segunda-feira (2), mas foi recusado pelos grevistas.

    Além disso, outras reivindicações de benefícios também são acopladas à pauta dos sindicatos. A concessão de 100% de aumento no vale-alimentação dos professores, aumentando dos atuais R$220 para R$620, é esperada pelos servidores públicos, assim como a expansão dos benefícios médicos do plano de saúde para os dependentes dos professores, também. 

    Leia mais: Greve continua: professores não aceitam proposta de Amazonino

    Uma manifestação de alunos, em favor dos professores, reuniu em média 300 estudantes da rede pública estadual nesta manhã, na avenida Grande Circular, Zona Leste. 

    A ação iniciou por volta das 7h e contou com a batida de panelas, faixas e buzinas no percurso de 700 metros pela avenida, paralisando o trânsito em alguns momentos.

    Anúncio ocorreu nesta quarta-feira (4)
    Anúncio ocorreu nesta quarta-feira (4) | Foto: Divulgação

    A greve, que teve início no dia 22 de março, já reuniu profissionais da educação em vários movimentos para pressionar o Governo. Em duas audiências públicas realizadas na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), a categoria exigiu a presença do secretário de educação, Lourenço Braga, porém o titular preferiu faltar aos encontros e enviou apenas um porta-voz. 

    O Sinteam é o sindicato oficial reconhecido pelo governo para representar a categoria, mas, segundo os líderes da Asprom, o sindicato "se perdeu com o tempo e foi comprado por laços políticos e não pode mais representar a categoria".

    Com baixa representatividade com o Governo, a presidência da Asprom-Sindical diz estar aberta ao diálogo com a diretoria do Sinteam para a criação de uma única comissão de negociação formada por representantes das duas entidades sindicais e dos dois comandos de greve, que foram formados simultaneamente. Confira o documento na íntegra:

    Documento divulgado pela Asprom-Sindical
    Documento divulgado pela Asprom-Sindical | Foto: Reprodução

    A reportagem tentou contato por telefone com a presidência do Sinteam para uma posição, mas os telefonemas não foram atendidos.

    A Secretaria Estadual de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) emitiu uma nota oficial hoje sobre a greve dos professores. Confira na íntegra:

    "A Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) informa que todas as aulas terão que ser repostas pelos professores, pois a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) determina que o calendário escolar tem, obrigatoriamente, 200 dias letivos.Esses dias terão que ser cumpridos integralmente."

    Edição: Isac Sharlon

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