Fonte: OpenWeather

    Reajuste aprovado


    Fim da greve: professores aceitam proposta de reajuste de 27,02%

    Projeto de lei que autoriza o aumento, foi aprovado por unanimidade pelos deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) na tarde desta sexta-feira (6)

    Professores comemoram aprovação de reajuste de 27,0% em sessão extraordinária na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). | Foto: Divulgação

    Manaus - Os professores da rede pública de ensino chegaram a um entendimento com o Governo do Estado, que concedeu reajuste salarial de 27,02% à categoria. O projeto de lei nº 72/2018, oriundo da mensagem governamental de nº 35/2018, que autoriza o aumento, foi aprovado por unanimidade pelos deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), durante sessão extraordinária realizada na tarde desta sexta-feira (6), e agora segue para sanção do governador Amazonino Mendes (PDT).

    Leia também: Sinteam vai recorrer da decisão que impede greve na educação

    Servidores da Polícia Civil do Amazonas e da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas, também foram beneficiados com reajuste nos salários. Conforme nota divulgada pelo Governo, o projeto contempla os 15,53%, anunciados há dois dias e que serão pagos este ano, e mais 9,38% que será pago no início de 2019. As datas-base de 2017 e 2018 representam 7,1%, conforme correção inflacionária do período, e serão pagas retroativas a 1º de março de 2018. A reposição salarial de 2015 é de 8,12% e contará a partir de 1º de setembro de 2018.

    Segundo o deputado Serafim Corrêa, o cálculo é feito em cima do valor corrigido. “Por exemplo, se um professor ganha R$ 1 mil no mês de fevereiro, quando aplicado 7,41%, o valor passa a ser R$1.074.10, em março. Com 8,12% em cima de R$ 1.074.10 no mês de setembro, ficará R$1.161,30 e quando aplicado 9,38 % em cima desse valor resulta em R$1.270.20, totalizando percentual de 27,02%, sobre o valor inicial. Quero parabenizar todos os professores. Ao final não temos vencidos e nem vencedores, quem vence é a Educação”, disse Serafim.

    Novo calendário de aulas

    A Seduc informou que a partir de segunda-feira (9) um novo calendário de aula vai começar na capital amazonense. Os professores terão que se reunir com os gestores de suas respectivas escolas e distribuir os dias letivos de acordo com a quantidade de tempo que a greve durou. Ainda conforme a Seduc, os 200 dias letivos devem ser cumpridos.

    Sinteam

    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), informou que vai recorrer da Ação Civil Pública ajuizada pelo Estado do Amazonas para suspender o indicativo de greve. A decisão é assinada pelo desembargador Elci Simões de Oliveira e além de multa diária de R$ 20 mil ao limite de R$ 400 mil, a contar da ciência da decisão, autoriza o Estado a efetuar desconto da remuneração dos servidores que tenham deixado de trabalhar em função da adesão ao movimento grevista.

    Asprom-Sindical

    Segundo Helma Sampaio, diretora da Asprom-Sindical, os educadores buscavam os 35% de reajuste que era a vontade da categoria na capital e no interior, no entanto, pretendem continuar a luta no próximo ano. “O reajuste de 35% era o nosso objetivo, mas, infelizmente, não foi possível. Não pudemos nem fazer uma emenda, pois se fosse realizada, a bancada do governador iria entender que nós estamos sendo intransigentes. Ficamos em uma situação complicada, mas os professores vão retornar às aulas e cumprir o que determina a lei de diretrizes e base que exige 200 dias letivos”, afirmou.

    Ainda conforme informações da Asprom-Sindical, no próximo ano, os professores continuarão lutando pelo data-base. “A categoria acordou e não vamos mais admitir que a data-base seja desrespeitada”, afirmou Helma Sampaio.

    Leia mais: 

    Um dia após mulher morrer na Constantino, jovem é atropelado em Manaus

    Vídeo: Homem é arrastado e morto suspeito de estuprar filha de 2 anos

    Prefeitura realiza ações preventivas em alusão ao dia mundial da saúde



    Comentários