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    Polícia cruza os braços


    PMs interditam Torquato Tapajós em protesto e ameaçam greve no AM

    Paralisação durou cerca de 15 minutos e gerou grande congestionamento na via

    Manifestação dos PMs aconteceu no fim da noite desta segunda | Foto: Divulgação

    Manaus - Os policiais militares do Amazonas realizaram no início da noite desta segunda-feira (12), por volta das 18h, uma manifestação que interditou todas as faixas, em ambos os sentidos, da avenida Torquato Tapajós, Zona Centro-Oeste de Manaus. Os policiais, entre outras coisas, reivindicam a valorização dos praças, o cumprimento da Lei 4.044/14 que trata da promoção dos servidores e o pagamento da data-base.

    Com muitos cartazes e gritos de guerra, a paralisação durou cerca de 15 minutos. Segundo um dos policiais, que preferiu não se identificar, as ações realizadas por eles são apenas em luta e defesa da categoria, que - segundo eles - está "desvalorizada, desestruturada e defasada". 

    "Nós queremos que o governo do Amazonas ofereça para nós [PMs] condições dignas, para que possamos proteger o cidadão de bem e combater o crime. Nós não queremos paralisar totalmente, precisamos dialogar com o governador. Mas, se isso não acontecer, nós vamos parar tudo", explicou um dos policiais que estavam a frente do movimento.

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    De acordo um sargento, presente na manifestação, isso foi apenas um anúncio do que pode vir pela frente, caso o governador Amazonino Mendes não esteja disposto a dialogar com os policiais.

    "Não queremos mais do que o nosso direito de ser valorizado. E se não valorizar, nós vamos parar e a cidade vai ficar um caos. Isso porque sem a polícia, não tem proteção para a população", disse o servidor público.

    Os agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) foram descolados até o local da manifestação e realizaram a orientação dos motoristas que estavam presos no congestionamento.

    O EM TEMPO tentou contato com a assessoria da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), para obter atualizações sobre a assembleia geral que decide se os PMs vão entrar em greve no próximo dia 15, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

    Reunião

    Comissão se reuniu para tentar realizar conciliação entre governo e policiais miliares
    Comissão se reuniu para tentar realizar conciliação entre governo e policiais miliares | Foto: Divulgação

    Na manhã desta segunda-feira (12), a Comissão de Promoção de Praças (CPP) se reuniu para tratar a promoção dos militares referente ao ano de 2016. Participaram do encontro, os dirigentes da Associação de Subtenentes, Sargentos e Oficiais Administrativos da Polícia e Bombeiros Militares do Amazonas (ASSPBMAM), sargento Francisco Pereira; da Associação de Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa; da Associação de Cabos e Soldados (ACS), cabo José Igo da Silva; e da Associação dos Militares do Estado do Amazonas (AMEA), sargento Jordão.

    Na reunião com o subcomandante-geral, Álvaro Cavalcante, que preside a CPP, os membros das associações assinaram as atas, ficando decidido que serão encaminhadas ao governador do Estado, após expirar o prazo de 15 dias de recursos, a relação nominal dos policiais aptos de acordo com o quadro normal e quadro especial de acesso, conforme Lei nº 4044/2014.

    Com as assinaturas das atas, um total de 2.093 policiais militares estarão aptos as promoções dos meses de abril, agosto e dezembro de 2016, contemplando inclusive as turmas de soldados de 2008, 2009 e parte de 2011.

    Resposta SSP

    Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o Comando Geral da Polícia Militar explicou que não há paralisação e que os servidores cumprem a escala de serviço nesta segunda-feira (12). A troca de turnos ocorreu dentro da normalidade e a polícia está nas ruas.

    O Governo do Amazonas reitera que está aberto ao diálogo com os policiais militares, cujos representantes foram recebidos pelo governador Amazonino Mendes na semana passada.

    De acordo com a SSP, em apenas cinco meses, o novo governo promoveu melhorias como aumento em 100% do auxílio alimentação e do auxílio  moradia, esse último para os policiais que servem no interior do Estado. Pagou o auxílio fardamento, que não era pago há sete anos. O novo governo também  promoveu, em fevereiro, 1.197 policiais e, hoje, a  Comissão de Promoção de Praças (CPP) se reuniu e, na ocasião,  foram assinadas as atas que deixam aptos à promoção mais 2.093 policiais militares. O processo de promoção está em ritmo acelerado para assinatura do governador, conforme o próprio  governador assegurou em reunião que teve  com os representantes das associações de policiais.

    Com planejamento e responsabilidade, o Governo  está avançando na reposição das perdas salariais acumuladas de governos passados. Esse planejamento inclui a reposição da data-base que os policiais militares estão sem receber desde 2015.

    Edição: Bruna Souza

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