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    Homicídio e associação armada


    'João Branco' é condenado a mais de 30 anos por morte de Oscar Cardoso

    Sentença foi dada após mais de 14 horas de julgamento e narcotraficante deve cumprir pena pelos crimes de homicídio qualificado e associação armada

    João Branco foi condenado após mais de 14 horas de julgamento. | Foto: Divulgação

    Manaus - Após mais de 14 horas de julgamento, foi dada a sentença, no início da madrugada deste sábado (14), no Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Centro-Sul de Manaus, para o narcotraficante João Pinto Carioca, conhecido como "João Branco", que foi condenado a 30 anos e dois meses de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e associação armada no caso do assassinato do delegado Oscar Cardoso, morto em março de 2014.

    No mesmo julgamento, os réus Diego Bruno de Souza Moldes e Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, foram condenados a 25 anos e 11 meses. O quarto réu, Messias Maia Sodré, foi condenado a 21 anos e quatro meses, todos eles devem cumprir as penas em regime fechado, tanto pelo crime de homicídio qualificado quanto associação armada.

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    O julgamento encerra uma longa jornada até apreciação da ação penal nº 0232023-39.2014.8.004.0001 após ter sido adiado por seis vezes. Os réus participaram do julgamento em silêncio e apenas João Pinto Carioca não esteve no fórum, participando por videoconferência direto do presídio de Catanduvas, no Paraná.

    O advogado de defesa dos réus, Maurício Neville, que também atuou nas defesas de Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes, em 2002, e Luiz Fernando da Costa, Fernandinho Beira-Mar, líder da facção criminosa Comando Vermelho, declarou que vai recorrer da sentença.

    Já a promotoria do caso, comandada pelo promotor Edinaldo Medeiros avaliou que a sentença atendeu às expectativas do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM).

    Condenado

    Outro réu no caso, Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, foi condenado na primeira sessão do julgamento ocorrido em agosto do ano passado. Ele, acusado de fornecer o veículo usado no crime, pegou 5 anos, 6 meses e 15 dias de pena por associação criminosa e ocultação de bem ilícito. Como já estava preso há três anos, o restante da pena foi colocado em regime aberto.

    O caso Oscar Cardoso

    Em 9 de março de 2014, o delegado Oscar Cardoso foi assassinado com mais de 18 tiros em frente à casa dele, na rua Negreiros Ferreira, bairro São Francisco, Zona Sul de Manaus. A vítima estava com o neto no colo, na época com 1 ano e seis meses de idade, quando foi surpreendido pelos atiradores.

    Segundo a acusação, a motivação do assassinato de Oscar Cardoso seria um suposto envolvimento do delegado no sequestro e estupro da esposa do narcotraficante João Branco, um dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN). De acordo com a acusação, João Branco deu a ordem para matar Oscar como vingança pelo o que o delegado teria feito com a esposa dele.

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