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    Reativação Ressonância


    Aparelho de ressonância magnética da FCecon é reativado após 4 anos

    O equipamento, que passou a funcionar no início de maio, é um dos principais aliados na detecção e controle do câncer na FCecon

    O equipamento estava parado há quatro anos | Foto: Divulgação/FCecon

    Manaus - Com investimento de mais de R$ 913 mil, o aparelho de Ressonância Magnética (RM) da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) foi reativado neste mês após ficar 4 anos parado por problemas técnicos.

    O equipamento é um dos principais aliados na detecção e controle do câncer. A tecnologia integra o Serviço de Imagenologia da instituição, que realiza, em média, 2,7 mil exames ao mês, incluindo diversas modalidades.

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    De acordo com a diretora-presidente da FCecon, engenheira biomédica Ana Paula Lemes, a atual administração recebeu o aparelho sem funcionar, com processo burocrático em trâmite, adotando as medidas necessárias para sua reativação, tais como, a garantia de orçamento para a manutenção corretiva, a adequação do espaço que abriga o equipamento na FCecon, e a compra de gás Hélio, essencial para o funcionamento da RM.

    O conserto foi realizado por quatro técnicos de empresa especializada, situada em São Paulo (SP), que estiveram em Manaus, entre janeiro e março deste ano, para restaurar o serviço. Antes de ser colocada à disposição da população, a RM teve diversos componentes testados e passou por calibração, processo que garante o seu controle de qualidade.

    Entre as principais funções da RM está a definição da extensão do câncer no corpo do paciente, o que especialistas denominam como estadiamento.

    Durante o período em que o equipamento passou por manutenção e instalação, os pacientes que necessitavam do serviço foram encaminhados para outras unidades da rede estadual de saúde. Ninguém ficou sem o atendimento, conforme explica a diretora da FCecon.  

    Imagens transversais ajudam no diagnóstico

    A gerente do serviço, médica imagenologista da FCecon Sabrina Bianco, destacou que a RM é utilizada para detectar alterações em várias localizações do corpo humano, pois cria imagens transversais, facilitando a análise e a elaboração dos laudos.

    Além disso, uma das vantagens do aparelho é que ele não emite radiação para a formação de imagens, utilizando, em contrapartida, imãs que possibilitam, por exemplo, a detecção de tumores cerebrais com eficácia, quando utilizado com o auxílio de contrastes.

    “A Ressonância é o principal exame para a indicação do estadiamento da doença, em especial, dos cânceres de colo uterino, mama e reto, que geralmente apresentam metástases na fase avançada. Para sabermos qual conduta será adotada, se será cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, esse tipo de avaliação é essencial”, frisou Bianco.

    Em outros casos, como os de câncer de mama, o exame também atua na detecção de tumores em mulheres que apresentam alto risco de desenvolver a doença. Isso porque, a RM apresenta alto grau de sensibilidade para localizar pequenos focos de tumor que ainda não podem ser detectados na mamografia.

    “Apesar de acreditarmos na eficácia da mamografia na maioria das mulheres, há aquelas cujas mamas são bastante densas, com pouco tecido adiposo (gordura) e muito tecido glandular. Esses casos, em especial, dificultam o resultado da mamografia e acabam necessitando do apoio da ressonância para apontar eventuais alterações, que podem ou não ser malignas”, explicou Bianco.

    Há, ainda, estudos que apontam que a ressonância pode ser utilizada na detecção de tumores de próstata, evitando biópsias desnecessárias.

    “Mas é importante frisar que, se a imagem gerada pela ressonância apontar alguma alteração na próstata com características de câncer, o paciente, inevitavelmente, terá que fazer uma biópsia, pois a análise patológica é essencial para confirmar o diagnóstico e apontar a conduta terapêutica a ser adotada”, esclareceu Sabrina Bianco.

    Metástase

    Outra finalidade da Ressonância Magnética é apontar a presença de metástases ósseas em pacientes cujo câncer iniciou em outras localizações do corpo. Assim, é possível combater a disseminação da doença de maneira mais rápida, evitando que ela se espalhe para outros tecidos.

    Com a reativação do aparelho, a demanda pelo serviço será absorvida pela FCecon e, parte dela, quando for necessária, será também atendida pelas outras unidades do SUS, com marcação pelo Sistema de Regulação (Sisreg).

    *Com informações da assessoria 

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