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    GREVE


    Mesmo com multa de R$ 200 mil, rodoviários continuam greve em Manaus

    O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, disse que vai entrar com recurso no TRT para anular a decisão. "Não vamos parar a greve", disse ele

    50% da frota de ônibus não saiu das garagens na manhã desta terça-feira (29). | Foto: Ione Moreno/EM TEMPO

    Manaus - A multa de R$ 200 mil por hora de greve aplicada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) não foi suficiente para frear o movimento paredista dos rodoviários, iniciado na manhã desta terça-feira (29), em Manaus.

    O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Urbano Coletivo de Manaus e no Amazonas (STTRM), Givancir Oliveira, informou que a greve irá continuar, com multa ou sem multa.

    Leia mais: Rodoviários afrontam Justiça e ônibus continuam paralisados em Manaus

    "O Sinetram não quer de forma alguma negociar com a gente. Nós estamos há dois anos sem reajuste, sem qualquer resposta deles. Portanto, a greve continua até eles sentarem à mesa para conversar e negociar todo o reajuste devido à categoria", afirmou o presidente do sindicato.

    Sobre a decisão, Givancir ainda comentou que 50% da frota está na rua, conforme o acordado com as empresas de transporte. "Entre hoje ou amanhã entraremos com recurso no Tribunal para anular essa decisão judicial. E repito: até que o Sinetram sente na mesa e negocie conosco o reajuste, a categoria continua em greve".

    Além disso, foi determinado o bloqueio no valor de R$ 90 mil das contas do sindicato dos rodoviários, referente à multa por descumprimento inicial da decisão liminar. O bloqueio da quantia já foi determinado via sistema Bacenjud.

    A reportagem entrou em contato com o Sinetram, mas até a publicação desta matéria, não recebeu o posicionamento por parte da instituição.

    Entenda o caso

    categoria reivindica o reajuste salarial de 3,5%, além do dissídio coletivo referente a 2018/2019. Outras pautas da greve são os atrasos constantes nos pagamentos dos salários aos trabalhadores. Os rodoviários aguardam a decisão da Justiça para definir os pagamentos.

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