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    Guarda Municipal


    Prefeitura de Manaus avalia armar guardas do município

    A Guarda Municipal de Manaus atua há 69 anos na cidade com o efetivo de 462 guardas

    Guardas municipais Casa Militar responsáveis pela segurança patrimonial de alguns pontos turísticos da cidade
    Guardas municipais Casa Militar responsáveis pela segurança patrimonial de alguns pontos turísticos da cidade | Foto: Marcio Melo

    Manaus - A decisão, em caráter liminar, do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada no fim do mês de junho, de liberar porte de arma a todos os guardas municipais do país, não deve surtir efeitos na capital amazonense. A medida ainda precisa passar pelo plenário do STF. Porém a Prefeitura de Manaus informou que analisa a adequação.

    O diretor do Comando da Guarda Municipal de Manaus, Diego Coelho, explicou que o uso de armas pela Guarda Municipal é facultativo, à critério de cada Prefeitura. Assim, como o uso da mesma na estrutura Pública.

    Ele ressaltou que localidades como o Rio de Janeiro, cujo o índice de violência é alto, não possuem a Guarda armada. E que o armamento da Guarda necessitaria ainda de estruturas auxiliares no município como uma corregedoria, para poder entrar em funcionamento.

    “A nossa ideia é realizar um estudo de como vai ser aplicada essa nova adequação aos guardas municipais, e não simplesmente adquirir armamento e munir o guarda municipal, pois essa é uma preocupação nossa. E para isso a Prefeitura de Manaus, por meio da Casa Militar, está investindo na capacitação e modernização da Guarda Municipal. E hoje nós precisaríamos ter uma corregedoria, uma ouvidoria própria para essa questão, não é simplesmente comprar o armamento. A prioridade é capacitar o servidor com o fundamento e os princípios básicos do armamento. E com a criação do Sistema único de Segurança Pública nós iremos realizar esse estudo e o levantamento necessário para a adequação à cidade de Manaus”, esclareceu.

    69 anos

    A Guarda Municipal de Manaus atua há 69 anos na cidade com o efetivo de 462 guardas. A corporação é responsável pela segurança patrimonial de alguns pontos turísticos da cidade, além de atuarem em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Creches municipais, Junta Militar, Terminais de integração da Cidade Nova (T3) e São José (T5), eventos municipais e outros espaços públicos.

    Desde 2016, a corporação vem sendo modernizada. Os guardas receberam novos equipamentos de segurança como coletes balísticos e acessórios para uso em motocicletas como capacetes, proteção de braços e pernas.

    Neste ano de 2018, a Casa Militar de Manaus, em parceria com a Escola Municipal de Serviço Público e Inclusão Socioeducacional (Espi) e a Moto Honda da Amazônia, estão capacitando os guardas municipais, como cursos de autodefesa, gestão em equipe, modernização da central 193 e treinamento de Pilotagem de Motocicletas.

    Guardas municipais da Casa Militar atuando em Manaus
    Guardas municipais da Casa Militar atuando em Manaus | Foto: Marcio Melo

    De acordo com presidente da Associação dos Guardas Municipais de Manaus (AGMMAN), Domingos Torres, a categoria é a favor da liminar do STF e aguarda o impasse do poder executivo municipal para buscar uma solução contra a criminalidade.

    “Enquanto se debate se segurança é dever do Estado, a violência bate na porta das pessoas. Manaus se tornou uma cidade muito violenta. A guarda armada vai trazer segurança não só à população, mas também ao servidor, que todos os dias se expõe ao perigo. Os guardas armados nos pontos estratégicos devem diminuir a violência, a exemplo disso é o Parque do Bilhares que sofre com altos indicies de assalto, porque os bandidos sabem que os guardas não usam armamento. Temos um papel de polícia administrativa e o poder de polícia coercitiva. Um agente da segurança não atrai o criminoso, mas o espanta. Fogo se combate com fogo”, disse Torres, que pontuou também a situação de violência no Brasil.

    “É notória a precariedade que o país enfrenta em relação à segurança pública, seria necessário mais esse reforço. Se foi uma decisão do supremo deve ser acatada. Mas precisamos de um aparado, uma estrutura adequada, e hoje só contamos com um bastão perseguidor, modelo BP-60, que nos auxilia no combate ao vandalismo e aos ambulantes não legalizados”, pontou o Antônio Bartolomeu, que atua como guarda municipal em Manaus, há 29 anos.

    População

    Os manauenses divergem opiniões sobre a medida. Para a diarista Claudia Castro, 45, a preparação da equipe de guardas municipais é fundamental para garantir a segurança armada. “Dá uma arma para uma pessoa não qualificada seria até um desperdício, pois ela seria facilmente atacada por um crimino que está habituado em manusear um revolver”, disse.

    Para o cozinheiro Rosivaldo Fonseca, 57, as leis têm de ser mais eficientes para ajudar no combate a criminalidade. “A violência gera violência. As leis nacionais são frágeis e isso é dos motivos que de muitos bandidos estarem à solta. Nossa constituição deve ser atualizada, se adequar para, então, combater à criminalidade”, pontou.

    Reforço

    Na última semana, Prefeito Arthur Neto assinou um convênio com a Polícia Militar para reforçar fiscalização de transporte feito pela Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). Os PMs serão destacados para trabalhar em parceria com fiscais da SMTU.

    A conjugação de recursos entre as partes terá como finalidade resguardar a integridade física dos fiscais na execução de blitze, principalmente, no combate ao serviço clandestino, e nos terminais de integração T1 (Constantino Nery), T2 (no bairro Cachoeirinha), T3 (na Cidade Nova), T4 (Jorge Teixeira) e T5 (no bairro São José).

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