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    Denúncia


    Família denuncia demora em atendimento de grávida na Ana Braga

    Adolescente de 17 anos passou quatro dias no local, teve desmaios e correu risco de morrer com a criança ainda na barriga, disse a família

    Várias denúncias já foram feitas sobre o atendimento na maternidade | Foto: Divulgação

    Manaus – Familiares de uma adolescente de 17 anos, grávida de nove meses, denunciam a demora no atendimento na Maternidade Ana Braga, localizada na Alameda Cosme Ferreira, bairro Aleixo, Zona Leste de Manaus. 

    Segundo a família da jovem, nesta terça-feira (10), a gestante completou quatro dias aguardando atendimento para conseguir ter a criança. 

    A irmã da adolescente, identificada como Cleiciane, afirmou que os médicos só realizaram o parto após a gravida e o bebê apresentarem risco de morte 

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    “Eles se recusavam a atender minha irmã pois afirmavam que ela não tinha dilatação suficiente. Mandaram que fôssemos embora, tivemos que implorar para ficar no hospital”, contou Cleiciane.

    No dia em que chegou à maternidade, os médicos informaram, segundo os familiares, que a adolescente estava com três centímetros de dilatação, abertura insuficiente para fazer o parto.

    Os médicos, conforme a família, recomendaram que a adolescente aguardasse até a dilatação alcançar os dez centímetros. Entretanto, segundo a irmã da grávida, enquanto aguardava, a adolescente passou mal diversas vezes. 

    “Ela chegou a desmaiar mais de uma vez, estava perdendo muito líquido. A criança estava com o coração muito acelerado. Ela só foi atendida após quatro dias”, contou a irmã e acompanhante da adolescente grávida. 

    Além da falta de atendimento, a família se queixou da insensibilidade dos funcionários com as pacientes e acompanhantes. “Eles são muito grossos, destratam as pessoas e se recusavam a atendê-la”, pontuou Cleiciane. 

    Mesmo com os problemas passados na unidade, a irmã da adolescente disse que eles tiveram que ficar na maternidade pois todas as outras visitadas pela família estavam sem leito. “Procuramos outros locais, mas não havia leito em nenhum deles, por isso, voltamos para a Ana Braga”, disse. 

    Susam

    A direção da Maternidade Ana Braga (MAB), por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) esclareceu que não procede a informação de que a paciente estava há quatro dias aguardando por atendimento na unidade de saúde. "Ela foi admitida na segunda-feira (09), às 3h53, sem estar em trabalho de parto, com 37 semanas e cinco dias de gestação", afirma a nota.

    A família foi orientada a aguardar 4cm de dilatação e a evolução da paciente foi acompanhada durante todo o dia já que se tratava do primeiro parto, que costuma ser um processo mais lento.

    Ainda segundo o comunicado oficial, às 5h25 desta terça-feira (10), uma nova avaliação médica indicou a cesariana, por parada de progressão do trabalho de parto. O procedimento foi realizado com sucesso, e tanto a mãe quanto o bebê passam bem. Eles seguem internados, em observação, recebendo acompanhando médico contínuo.

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