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    No dia dos pais


    Pais e filhos podem fazer microscópio de papel no Bosque da Ciência

    Com o microscópio de papel, que amplia até 1.500 vezes, é possível observar grão de pólen, bactérias vivas e pequenos organismos presentes na natureza

    A oficina o projeto americano Foldscope vai ensinar os participantes a montarem um microscópio de papel | Foto: Divulgação

    Manaus - Para o Dia dos Pais, comemorado neste domingo (12), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) preparou uma programação especial que vai aguçar ainda mais o desejo de “exploração científica”, por parte de muitos filhos e pais. A partir das 14h às 18h, no Bosque da Ciência, localizado na rua Bem-te-vi, Petrópolis, Zona Sul de Manaus.

    Em uma oficina o projeto americano Foldscope vai ensinar os participantes a montarem um microscópio de papel, que amplia até 1.500 vezes o tamanho real. Depois cada um poderá “ir a campo” para observar pequenos organismos presentes no Bosque da Ciência.

    O microscópio de papel de baixo custo é portátil, durável e fornece uma qualidade ótica semelhante aos microscópios de laboratórios de pesquisa convencionais. Bactérias vivas, gotinha d’água, grãos de pólen, bactérias vivas, pequenos insetos e fragmentos de folhas podem ser vistos com o instrumento.

    Compatível com smartphones, o microscópio vem com um ímã para ser acoplado na lente da câmera do celular, permitindo que a imagem observada seja vista ampliada no aparelho móvel. A reprodução facilita mais de uma pessoa compartilhar da experiência ao mesmo tempo.

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    Criado em 2014, o projeto Foldscope produz ferramentas científicas de baixo custo e acessíveis, expandindo o acesso à ciência por qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo. No Inpa, a atividade será direcionada a pessoas a partir de dez anos de idade.

    De acordo com a coordenadora de Extensão do Inpa, Rita Mesquita, ela conheceu o foldscope durante o Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, em Florianópolis (SC), quando os inventores apresentaram o instrumento aos participantes.

    Nesta semana, o projeto e suas aplicações são apresentadas no Instituto Mamirauá, em Tefé (AM). Ambos recebem apoio da Gordon and Betty Moore Foundation.

    “Vendo o potencial que isso tinha de despertar o interesse e a curiosidade dos jovens e das crianças pela ciência, fiz o convite para que eles tivessem essa experiência no bosque”, contou Mesquita.

    “Com vinda para a região já agendada, eles aceitaram o convite e ficaram muito felizes”, completou Mesquita.

    Na oficina serão sorteados aos participantes alguns kits do microscópio de papel impermeável, que possui ainda aplicações para pesquisa e saúde pública, como diagnóstico de doenças por ter a mesma capacidade de ampliação de um microscópio científico.

    “Muitas comunidades em áreas remotas da Amazônia precisam aguardar dias para ter um diagnóstico de malária ou de doenças parasitárias. Com um parelho desse, as pessoas poderão ter um diagnóstico imediato na própria comunidade”, disse Mesquita.

    *Com informações da assessoria.

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