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    Incidente


    Telhado de galpão se desprende e atinge casas no Cacau Pirêra, no AM

    Destroços do galpão abandonado se desprenderam e caíram sobre casas; uma família ficou desabrigada

    Estrutura se soltou durante forte chuva nesta segunda-feira (13) | Foto: Cesár Gomes/Em Tempo

    Estrutura se soltou durante forte chuva nesta segunda-feira (13)
    Estrutura se soltou durante forte chuva nesta segunda-feira (13) | Foto: Cesár Gomes/Em Tempo

    Iranduba (AM) - Moradores do Distrito de Cacau Pirêra, no Iranduba, viveram momentos assustadores depois que a cobertura de um galpão se soltou e caiu sobre diversas casas durante a chuva forte que atingiu a localidade na noite dessa segunda-feira (13). As colunas envergaram por não suportarem a força do vento e da água, fazendo com que o telhado se desprendesse. Os moradores afirmam que, por pouco, não houve uma tragédia e que não sabem quem é o verdadeiro proprietário do terreno.

    O incidente ocorreu por volta das 22h e deixou três famílias com as casas destruídas. Entristecida, a pastora Néia de Souza conversou com o EM TEMPO sobre os momentos que viveu. De acordo com ela, a situação já era esperada, pois tentou entrar em contato com o dono do local várias vezes, mas não conseguiu. Néia perdeu partes do telhado da casa, o carro e, por pouco, não perdeu os netos.

    “Várias vezes tentamos falar ou identificar quem era o dono do estabelecimento, mas nunca conseguimos. Uma vez conseguimos um número deste suposto proprietário, mas ele nunca atendeu. A calha da cobertura alagava aqui quando chovia, a estrutura estava enferrujada há muito tempo. Agora quem vai arcar com nosso prejuízo? ”, questionou emocionada a moradora.

    O carro da família Souza ficou debaixo dos destroços
    O carro da família Souza ficou debaixo dos destroços | Foto: Cesár Gomes/ Em Tempo

    Relatos de tristeza

    Proprietário de um comércio local, Raimundo Menezes foi um dos vizinhos que teve prejuízos. As telhas e vigas atingiram o estabelecimento dele, que precisou ficar fechado durante o dia. Pai de família, o comerciante não sabe o que fazer e onde a família irá ficar após o acidente.

    “A minha casa foi a primeira ser atingida. Essa obra é algo inacabado e nós como moradores já prevíamos o que estava por vir. Nossas três famílias foram prejudicadas e ninguém diz nada sobre o caso. Agora estão se escondendo. Somos humildes, mas nossas casas estavam em perfeito estado. Não sabemos onde ir nem o que fazer, já ligamos para os bombeiros, para a Defesa [Civil] e ninguém chegou até o momento”, contou Raimundo.

    Em uma das casas houve perda total
    Em uma das casas houve perda total | Foto: Cesar Gomes/Em Tempo

    Renato Gama também conversou com a reportagem. Ele, a esposa e duas filhas precisaram pedir abrigo dos vizinhos em meio ao temporal, depois que o telhado da casa onde moram foi atingido. Gama e uma de suas filhas quase foram esmagados pelos ferros que atingiram o telhado. 

    “Estamos vivo por milagres de Deus. Minha filha não consegue dormir desde ontem, está com medo. O barulho foi muito grande, perdemos tudo. Nossa bebê tem um ano e chorou muito. A nossa outra filha tem cinco anos. Elas estão em pânico e abaladas emocionalmente. Tudo por um descaso de um empresário. Aliás, nem sabemos quem é esse homem. Vamos precisar de ajuda do prefeito e do governador”, declarou Renato.

    Defesa Civil

    A equipe da Defesa Civil (DC) do município chegou no local às 10h30, 12 horas após o acidente. Segundo informações do agente da DC, Reginei Sampaio, o órgão não esteve no local antes pois estavam atendendo outra ocorrência com vítimas. O órgão realizou uma vistoria técnica e o laudo deve sair em breve, enquanto outros procedimentos foram tomados.

    A equipe da defesa Civil chegou no local 12h após o incidente
    A equipe da defesa Civil chegou no local 12h após o incidente | Foto: Cesar Gomes/Em Tempo

    “Vamos montar o processo e, de imediato, vamos retirar as famílias deste local para casas de parentes. Afinal, no momento, estas pessoas estão desalojadas, uma vez que as casas estão submersas aos destroços do telhado. O segundo passo é entrar com um processo na Casa Civil para pedir o auxílio moradia a essas pessoas. Vamos fazer um levantamento, pois o galpão é particular e vamos dar sequência nos procedimentos”, disse o agente. 

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