Fonte: OpenWeather

    Reivindicações


    Em reunião com a OAB, movimento LGBT do Amazonas pede mais segurança

    Representantes do movimento cobraram celeridade na resposta à homicídios cometidos contra homossexuais no estado

    Reunião de representantes do movimento LGBT na OAB-AM | Foto: Marcelo Cadilhe

    Manaus- Integrantes do  Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) se reuniram na tarde desta sexta-feira (23) com o presidente da Ordem de Advogados do Brasil  - Seccional Amazonas (OAB-AM), Marco Aurélio Choy, para cobrar celeridade na resposta à homicídios cometidos contra homossexuais no estado.

    Segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP),  somente em 2017, de janeiro a dezembro, foram registrados 26 crimes contra membros da comunidade LGBT.  Em 2015 foram, ao todo, 28 homicídios. Mas o maior índice no Amazonas foi em 2016, quando 52 homossexuais foram assassinados.

    Leia também: Violência contra a mulher é tema de evento no Icbeu Manaus |

    "Diante desses dados alarmantes, viemos até a OAB pedir uma resposta, pois a SSP e a Delegacia Geral não apresentam um relatório final sobre o que acontece em relação às pessoas que cometem crimes contra os homossexuais. Não vemos, de fato, uma resposta e os homicídios acontecendo, dando margem para mais homicídios, como se isso fosse normal", disse a  presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT, Bruna La Close. 

    Presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT, Bruna La Close
    Presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT, Bruna La Close | Foto: Marcelo Cadilhe

    "O estado ainda vende a imagem de que aqui não há homofobia, até porque, infelizmente, sabemos que há em todo lugar, mas a questão é que existem cada vez mais crimes, até com requintes de crueldade contra a população LGBT e isso precisa ser, não só mostrado, quanto combatido", diz La Close.

    Para Marco Aurélio Choy, a reunião com integrantes do movimento LGBT é de extrema importância, uma vez que a criminalidade em função da homofobia é uma realidade. "Infelizmente a homofobia por sí só ainda não é crime e o poder público precisa dar um apoio com medidas protetivas e especializadas quanto a isso. Ouvir os anseios do movimento e tentar ajudá-los é nosso dever", ressaltou.

    "Não somos coitados e não queremos favores, só queremos repeito e segurança. Este foi um passo  importante para que, aos poucos, consigamos nosso objetivo", finalizou La Close.

    A equipe do EM TEMPO entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Segurança  Pública do Amazonas, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. 

    Leia mais: 

    Rostos, sorrisos e olhares pelos traços e cores de Bruna Ambrósio

    Prêmio Manaus de Audiovisual está com inscrições abertas 

    CIDADANIA - ELEIÇÕES 2018

    Comentários