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    Japiim: bairro celebra 48 anos de história nesse sábado

    Entre a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Polo Industrial de Manaus (PIM), o Japiim é destacado com carinho por seus moradores mais antigos

    | Foto: Instituto Durango Duarte

    Manaus — Neste sábado (31), a Zona Sul de Manaus está em festa: o tradicional bairro do Japiim completa 48 anos de existência. Inicialmente concebido como um bairro planejado, hoje o Japiim conta com mais de 59 mil habitantes e é o sexto bairro mais populoso da capital amazonense. Entre a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Polo Industrial de Manaus (PIM), o Japiim é destacado com carinho por seus moradores mais antigos.

    Em uma área que faz limite com o Coroado, Petrópolis, Raiz, São Francisco e Distrito Industrial, o nascimento do Japiim foi acompanhado da implementação do Parque Industrial de Manaus. A data era 1970 e, na época, o bairro era chamado de Conjunto 31 de Março, em referência ao golpe militar de 1964.

    Início da abertura da principal via do bairro
    Início da abertura da principal via do bairro | Foto: Instituto Durango Duarte

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    Quem conta um pouco sobre a fundação do bairro é o guarda municipal aposentado Adaldimo Joaquim, de 73 anos, autor do livro “Japiim das matas e dos pássaros”. O nome japiim é em alusão a um pássaro, de mesmo nome. "O japiim é um pássaro preto e amarelado, que era fácil de encontrar por aqui na época em que o conjunto foi criado", conta ele. "Costumava ser uma área de bastante mata, mas os ninhos dos japiins desapareceram conforme as construções avançaram".

    O Conjunto 31 de Março foi construído pela Companhia Habitacional do Amazonas (Cohabam), órgão estadual que hoje corresponderia à Superintendência Estadual de Habitação (Suhab). Adaldimo chegou no bairro no ano de 1972, quando a segunda etapa do bairro foi entregue, e guarda com carinho a memória de quando recebeu as chaves de sua residência, onde mora até hoje com a esposa. "Lembro que chovia bastante e minha família foi sorteada pelo órgão para receber a casa", conta. "Lembro das poucas casas que tinham, umas iguais às outras, e o bairro foi crescendo com o passar do tempo".

    O registro é do período de revitalização da praça central do bairro
    O registro é do período de revitalização da praça central do bairro | Foto: Instituto Durango Duarte

    Quem lembra também dos primeiros passos do Japiim é o jornalista César Wanderley, que mudou-se para o bairro com apenas 10 anos de idade. Hoje com 55, ele conta como o bairro era no início de sua fundação. "Não tinha asfalto e tampouco água", diz. "Para pegar água, nós tínhamos que buscar no Igarapé do 40. Lembro bem de ir descendo e subindo as ruas com a água dentro de latas de manteiga".

    Além das águas cristalinas do igarapé, César também relembra do Boi do Japiim, figura folclórica que marcou sua infância no bairro. "Um vizinho colocava um cercado no campinho de futebol da rua onde eu morava", explica. "Era onde eu costumava jogar bola com outras crianças e ele colocava o boi para dançar durante todo o mês de junho de festividades típicas".

    Com quase meio século de existência, o bairro do Japiim cresceu vertiginosamente. Hoje seus limites se confundem com a floresta da Ufam, considerada a primeira universidade do Brasil. A aproximação do Japiim com o Distrito Industrial também foi de fundamental importância para o desenvolvimento do bairro. Antes considerado de baixa renda e afastado do resto da cidade, o Japiim é considerado atualmente uma das áreas mais, economicamente falando, importantes para a cidade.

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