Fonte: OpenWeather

    Enchente


    300 famílias são prejudicadas pela enchente de rios no sul do Amazonas

    Já no Alto rio Negro, comunidades estão em situação de emergência por conta da estiagem decorrente das chuva abaixo da média, no norte do Amazonas

    No dia 12 de março o nível do rio começou a descer, e voltou a encher dia 29 de março, segundo o engenheiro, Valderino Silva. | Foto: Divulgação

    Manaus - Pela grandiosidade do Estado do Amazonas, não é de se surpreender que nele esteja acontecendo dois fenômenos naturais distintos, a cheia e a estiagem dos rios.

    A gerente de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Jussara Maciel explica os fenômenos. “Nossa bacia hidrográfica é muito grande e, por isso, tem comportamentos diferentes em alguns pontos do Estado. A cheia no Rio Negro, por exemplo, sempre depende do regime das chuvas que acontecem na calha do Alto Rio Negro”, disse.

    No sul do Amazonas, já são 300 famílias prejudicadas pela enchente do Rio Sucunduri, no município de Apuí, situado na calha do Rio Madeira, segundo o secretário da Defesa Civil do Amazonas, Fernando Pires Junior. “A preocupação no sul do Amazonas, sem dúvida, é na região do Rio Madeira, que está em situação de emergência. O Rio Sucunduri transbordou e trouxe danos para pelo menos 300 famílias do município”, disse.

    Já são 300 famílias prejudicadas pela enchente do rio Sucunduri, no município de Apuí, situado na calha do rio madeira, segundo o Secretário da Defesa Civil do Amazonas, Fernando Pires jr.
    Já são 300 famílias prejudicadas pela enchente do rio Sucunduri, no município de Apuí, situado na calha do rio madeira, segundo o Secretário da Defesa Civil do Amazonas, Fernando Pires jr. | Foto: Divulgação

    O Secretário alerta que o órgão, juntamente com o CPRM e INMET, ainda estão monitorando, não apenas Apuí mas também municípios vizinhos. “Na parte sul ainda chove bastante, então Humaitá até o município de Borda estão em estado de alerta”, informa Pires.

    Estiagem 

    Faltam ainda 60 dias para cessar as cheias dos rios e começar a vazante de fato, mas por conta das chuvas abaixo da média, as comunidades situadas na calha do alto rio Negro já se encontram em situação de emergência. 

    “Por conta da baixa precipitação (chuvas) na calha dos rios que gerou a estiagem, tivemos problemas em relação ao reabastecimento de alimentos e de combustível nos municípios de Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira”, disse o secretário da Defesa Civil do Amazonas, comentando que até a comunicação entre as comunidades ficou prejudicada. “A baixa das águas dos rios afetou também a trafegabilidade da comunidade”.

    Ainda segundo Pires, o governo federal já catalogou como situação de emergência e a região receberá ajuda humanitária. “Já chegou uma balsa com cestas básicas, combustível e kits de purificação de águas para torna-la potável para consumo”, informou o secretário, acrescentando que a Defesa Civil do Estado, trabalha junto à Secretária de Vigilância Sanitária e Secretária de Educação para que o calendário escolar das comunidades não seja afetado.

    Nível do rio

    O engenheiro, Valderino Silva, que acompanha todos os anos a medição do nível das águas do rio negro na régua do porto de Manaus, relatou ao Em Tempo, que no dia 12 de março o nível do rio estabilizou em 24,55 e baixou até 24,39 no dia 28 de março, segundo a medição que faz diariamente. “No dia 28 o rio baixou 2 cm. E no dia 29 começou a encher novamente. Hoje (9), medi o rio, e ele está com 24,70”, disse. 

    No dia 12 de março o nível do rio começou a descer, e voltou a encher dia 29 de março, segundo o engenheiro, Valderino Silva.
    No dia 12 de março o nível do rio começou a descer, e voltou a encher dia 29 de março, segundo o engenheiro, Valderino Silva. | Foto: Divulgação

    A gerente de Hidrologia do CPRM explica que este evento aconteceu porque no mês de fevereiro choveu abaixo da média na calha do Alto Rio Negro e por isso o nível estagnou durante um tempo aqui na cidade. “Agora no mês de abril que o rio negro está recebendo toda água das chuvas de março da calha, e voltará a encher novamente até a primeira quinzena de junho”, comenta Maciel.

    Previsão

    Ainda segundo a gerente de Hidrologia e Gestão Territorial do CPRM, a previsão para o mês de abril é que chova, pelo menos, 24 dias, mas mesmo assim ficará dentro da cota de normalidade.

    O diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Flávio Natal, ratifica a informação. “Prevê-se para os meses de Abril, Maio e Junho totais de chuva de normal a ligeiramente acima. Mais específico, no mês de Abril, deve chover em torno de 300 mm, isto é dentro da normalidade e com chuvas concentradas nas últimas 2 semanas do mês, caso se confirmem as expectativas do modelos de previsão de médio-prazo”.

    O segundo alerta oficial de cheia do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) está previsto para o dia 27 de abril.

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