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    Dezembro Vermelho


    Vírus do HIV pode ser controlado, mas medicação não substitui prevenção à Aids

    Muitas pessoas não sabem, mas vítimas de violência sexual ou expostas ao risco de contaminação pelo vírus HIV podem recorrer ao uso de medicamentos antirretrovirais

    É importante frisar que o grau de vulnerabilidade de cada um não está vinculado à orientação sexual, mas sim ao histórico de relações desprotegidas e ao nível de exposição. | Foto: Divulgação

    O mês de dezembro marca o início de uma ampla mobilização nacional sobre prevenção ao HIV e Aids batizada de "Dezembro Vermelho". A campanha visa chamar atenção para as medidas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV. E para auxiliar pessoas que foram expostas à contaminação e ainda desejam se prevenir da infecção pelo vírus o uso de alguns medicamentos podem evitar a infecção por HIV.

    É importante frisar que o grau de vulnerabilidade de cada um não está vinculado à orientação sexual, mas sim ao histórico de relações desprotegidas e ao nível de exposição.

    O SUS possui uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral entre os países em desenvolvimento. A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma forma de prevenção da infecção pelo HIV. Já a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é o uso preventivo de medicamentos antes da contaminação pelo vírus.

    Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) 

    A PrEP é uma medicação que impede que o HIV se instale no corpo, mas não previne outras doenças sexualmente transmissíveis então deve ser combinada com o uso do preservativo.

    Entre os usuários está o estudante de farmácia Ney Nascimento, que realiza o tratamento PrEP de forma gratuita pelo SUS e compartilha sua experiência em seu Instagram @neeynascimento para ajudar outras pessoas.

    “A primeira vez que tive um contato real com TRUVADA®, e acesso a informação foi quando procurei a Fundação de Medicina Tropical por ter contraído sífilis. Lá também fui orientado a me candidatar para fazer parte do programa PrEP Brasil que tinha como finalidade avaliar a aceitação, a viabilidade e a melhor forma de oferecer o TRUVADA® à população brasileira como prevenção ao HIV", diz.

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    A utilização do TRUVADA® para a prevenção do HIV foi aprovada nos Estados Unidos em 2012 e também reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mediante o seu potencial para o enfrentamento da epidemia do HIV/Aids.

    "Marquei uma consulta, refiz todos os exames e respondi a um longo questionário com muita sinceridade nas respostas, pois as perguntas são bem íntimas. Após o término do questionário fiquei sabendo que estava elegível a fazer parte do programa e dei continuidade às próximas etapas", completa.

    Entre as etapas seguintes, Ney Nascimento explica que foi necessário que ele fizesse mais exames para que tivesse certeza de que não estava contaminado pelo vírus, além da assinatura de um termo de compromisso com o programa e orientação farmacêutica para uso adequado da medicação.

    "Tenho a plena consciência de que o PrEP é um ótima alternativa de prevenção contra o HIV. Eu sempre digo para amigos que o uso do TRUVADA® fez com que eu pensasse muito mais a respeito do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, além de perder completamente o medo de me testar", afirma.

    Entre os efeitos colaterais, o estudante explicou que nunca apresentou nenhum. "Segui todas as orientações médias e do farmacêutico, porém não posso deixar de lembrar que medicamentos de uma forma geral são padronizados e não personalizados, podendo sim apresentar diferentes reações em usuários", diz ao ressaltar que alguns pacientes podem apresentar dores de cabeça, dores abdominais e perda de peso.

    "Em ralação aos profissionais e ao entendimento na Fundação de Medicina Tropical eu sempre tive a sorte de estar acompanhado por pessoas maravilhosas e gostaria de parabenizar toda a equipe do programa PrEP Brasil, pois durante todas as etapas do estudo eu me senti muito bem acolhido e respeitado por todos os envolvidos", finaliza.


    Dicas para quem irá começar a fazer uso de TRUVADA®

    - Deixar a medicação em um lugar visível em boas condições de armazenamento.

    - O uso de ‘’pill box’’, ajuda, pois faz eu saber se tomei no dia ou se esqueci de tomar. 

    - Beber bastante água.

    - Evitar o uso exagerado de álcool e outras drogas.

    - E tentar manter uma vida saudável.


    Profilaxia Pós-Exposição (PEP)

    Esse tratamento é indicado para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus há pouco tempo, sejam profissionais de saúde contaminados em acidentes de trabalho, em casos de sexo sem preservativo ou de violência sexual. Essa medicação deve ser tomada por 28 dias ininterruptos e o tratamento adequado impede a infecção, agindo no organismo como uma barreira para o vírus.

    No caso de um possível contato com o HIV, a orientação médica é buscar o quanto antes um serviço credenciado. O uso dos medicamentos deve começar o mais cedo possível. O ideal é que você comece a tomar a medicação em até 2 horas após a exposição ao vírus HIV e no máximo após 72 horas. A eficácia da PEP pode diminuir à medida que as horas passam.


    No Amazonas, os institutos que realizam atendimento de PEP são:

    Maternidade Moura Tapajós, localizada na avenida Brasil, 1355. Compensa - Manaus

    Instituto da Mulher Dona Lindu, na avenida Mário Ypiranga, Adrianópolis - Manaus

    Fundação de Medicina Tropical, localizada na avenida Pedro Teixeira, Dom Pedro - Manaus

    Casa Padre Vitório, localizada na rua Agostinho Cunha, Nossa Senhora das Graças em Parintins – AM


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