Fonte: OpenWeather

    Esclarecimentos


    Afinal, uso de celular causa câncer? Pesquisadores ainda têm dúvidas

    No fim das contas, após quase duas décadas de estudos e quase US$ 25 milhões de investimento, o estudo não consegue dar um ponto final na discussão

    No fim das contas, após quase duas décadas de estudos e quase US$ 25 milhões de investimento, o estudo não consegue dar um ponto final na discussão. | Foto: Reprodução

    Brasil - O debate sobre possíveis danos causados pelo uso de telefones celulares na saúde humana não é recente. Agora, depois de passarem quase de duas décadas pesquisando se celulares causam ou não câncer, pesquisadores do Instituto Toxicológico Nacional dos Estados Unidos não conseguiram chegar a uma conclusão definitiva.

    Ratos machos que foram expostos à radiação causada pelos celulares tiveram um pequeno aumento na incidência de tumores no coração e no cérebro. Mas as fêmeas não. Em um segundo estudo, camundongos machos e fêmeas não sofreram problemas de saúde quando expostos à essa radiação.

    Mesmo no caso dos ratos que desenvolveram câncer, o estudo não chega a determinar um risco no uso de celulares. Eles foram expostos à radiação de radiofrequência em uma quantidade muito superior à que um usuário frequente de celular recebe ao longo da vida inteira.

    Leia também: Mãe faz campanha online para ajudar filho com doença de pele incurável

    Por outro lado, os pesquisadores detectaram sinais de danos no DNA dos animais, o que eles não imaginavam ser possível com exposição à radiação por radiofrequência. E eles também viveram mais e tiveram uma redução significativa de incidência de um tipo de doença nos rins.

    Os cientistas dos EUA reconhecem que os dados são inconclusivos. Eles dizem que não há como garantir que os danos no DNA foram causados pela radiação dos telefones celulares ou por outros fatores.

    O estudo usou as frequências usadas nas redes 2G e 3G de internet móvel. Os animais foram expostos a ondas de rádio durante nove horas por dia ao longo de dois anos - o que, de acordo com os cientistas, é o equivalente a 70 anos humanos. Como o nível de exposição é muito maior do que pessoas comuns experienciam durante a vida, os próprios cientistas reconhecem que os resultados não necessariamente são iguais ao que ocorre com seres humanos, segundo o The Wall Street Journal.

    No fim das contas, após quase duas décadas de estudos e quase US$ 25 milhões de investimento, o estudo não consegue dar um ponto final na discussão, e ainda não sabemos ao certo quais são os efeitos do uso constante de telefone celular na saúde humana.


    Leia mais:

    Afeam anuncia R$ 125 milhões de créditos para projetos no Amazonas

    Empresas de chocolate abrem vagas para período de páscoa em Manaus

    Inscrições para especializações da UEA são prorrogadas

    Comentários