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    Botos amazônicos


    Cientistas lançam plataforma inédita sobre os botos amazônicos

    É possível fazer também buscas específicas pelas populações de botos existentes no continente

    O objetivo é que a plataforma ajude nos processos para a conservação dos animais
    O objetivo é que a plataforma ajude nos processos para a conservação dos animais | Foto: Fernando Trujillo - Fundação Omacha

    Um grupo de pesquisadores de cinco países da América do Sul lança, neste mês de outubro, a plataforma ‘Botos Amazônicos’. Esta ferramenta tem o objetivo de disseminar informações sobre os “golfinhos de rio” da região amazônica– e traz diversos dados sobre as espécies como distribuição geográfica, estimativas populacionais, ameaças e barreiras naturais.

    O objetivo é que a plataforma ajude nos processos de tomada de decisão e no planejamento de ações para a conservação destes mamíferos.

    "Botos Amazônicos" está disponível em inglês com acesso gratuito. Versões em português e espanhol estão sendo produzidas; e um storymap com informações resumidas em português está disponível para consulta pública.

    Analista de conservação do WWF-Brasil, Marcelo Oliveira explicou o porquê da plataforma está disponível, inicialmente em inglês.

    “Nosso objetivo foi de que o maior número de pessoas, no mundo todo, pudesse ter acesso às valiosas informações que foram reunidas nesta ferramenta. Mas para não deixar o público latino-americano sem acesso a essas informações, produzimos também o storymap”.

    A iniciativa é fruto do trabalho de um colegiado de cientistas chamado SARDI – South American River Dolphins Initiative, ou “Iniciativa Golfinhos de Rio da América do Sul” – que reúne pesquisadores de cinco países (Brasil, Peru, Colômbia, Bolívia e Equador) para gerar novos conhecimentos sobre esses animais. O WWF-Brasil é um dos facilitadores deste coletivo desde o seu surgimento, em 2017.

    "Botos Amazônicos" está estruturado na forma de um mapa que traz diversas camadas (layers) de informação. Assim, e possível combinar essas camadas para fazer leituras mais detalhadas dos dados constantes na plataforma.

    Entre as camadas disponíveis, há uma que mostra todas as expedições feitas a campo para estudar botos na América do Sul; a localização de hidrelétricas previstas na Amazônia; a localização das Terras Indígenas dentro deste bioma; os locais onde já foram feitas colheitas de material genético dos botos; e onde esses animais têm sido contaminados com mercúrio.

    É possível fazer também buscas específicas pelas populações de botos existentes no continente: o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis); o boto-tucuxi (Sotalia fluviatilis); o boto-boliviano (Inia boliviensis) e o boto-do-Araguaia (Inia araguaiaensis).

    *Com informações da assessoria

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