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    Violência


    Mulher disse que foi estuprada quando tentou terminar relação com PM

    Homem é acusado por pelo menos sete estupros pela Polícia Civil

    PM gostava de conhecer mulheres pela redes sociais | Foto: Divulgação

    Curitiba - Uma mulher com o nome não identificado se apresentou à polícia e disse que foi estuprada pelo policial militar Peterson Cordeiro, de 30 anos, após terminar a relação de mais de um ano do casal. Ele está preso temporariamente desde o último 20 de julho. A Polícia Civil de Curitiba (PC-PR) o acusa de ao menos sete estupros contra mulheres.

    Em depoimento à polícia, ela disse que quando estava prestes a ser atacada, ouviu do PM de que ela não poderia fazer nada. "Cala a boca. Sou policial e você não tem chance contra mim". Segundo ela, ameaças parecidas eram constantes em todo o tempo da relação.

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    "Todas as vezes que ele fazia este tipo de coisa, dava pra ver que ele sentia prazer. Me via chorando, minha cara de sofrimento, pedindo pra que ele parasse e me deixasse ir pra casa", falou a vítima. Depois da noite, ela disse que só "queria esquecer tudo aquilo".

    Cordeiro gostava de levar suas vítimas ao zoológico da cidade, quando as gravava
    Cordeiro gostava de levar suas vítimas ao zoológico da cidade, quando as gravava | Foto: Divulgação

    Ainda na noite do ataque, ela conta que estava dentro de um carro e que Cordeiro mostrou uma bala no pente da pistola dizendo que havia guardado especialmente para aquela ocasião. 

    "Ele me mostrou a arma, abriu o pente e disse: 'Tá vendo isto aqui? Esta coloquei especialmente para você se me arranhasse ou me machucasse'", lembrou. Quando a noite acabou, as ameaças continuaram por um aplicativo de mensagens. Quando foi intimado, Cordeiro questionou a vítima. Veja o print da conversa:

    Policial indagou o porquê de estar sendo supostamente intimado pela vítima
    Policial indagou o porquê de estar sendo supostamente intimado pela vítima | Foto: Reprodução

    Mesmo após o estupro, ele continuou tentando novos encontros com a vítima. Em outra conversa, Cordeiro disse que iria pagar caso ela aceitasse sair de novo.

    PM continuou tentando novo encontro, após primeiro estupro
    PM continuou tentando novo encontro, após primeiro estupro | Foto: Reprodução

    Maníaco

    A Delegacia da Mulher explicou que ele sempre agia da mesma forma: conhecia mulheres pelas redes sociais, saía algumas vezes e as estuprava. Em algumas vezes, até filmava suas vítimas. Com mapeamento da localização dos fatos, verificou-se, pelas investigações, que a maioria dos ataques acontecia no zoológico da cidade. 

    O órgão disse que não compactua com o desvio de condutas dos servidores e que pediu a prisão preventiva dele, por tempo indeterminado. A defesa do policial disse que só irá se pronunciar quando tiver acesso a todos os inquéritos policiais. Foi decretado 30 dias de prisão para o policial pela Justiça do Paraná.

    Caso Renata Larissa

    Cordeiro também é apontado como autor do crime da jovem Renata Larissa dos Santos, de 22 anos, em que o corpo foi encontrado na rodovia BR-376, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

    Ela estava desaparecida desde maio deste ano, quando saiu de casa à noite e não voltou mais. O Instituto Médico-Legal (IML) constatou que, enquanto morta, Larissa foi estuprada. A PC-PR continua investigando o caso.

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