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    Corrida por apoio global contra a Coreia do Norte

    EUA lutam por apoio global contra avanço nuclear norte-coreano, apesar de dúvidas de Rússia e China

    Washington advertiu que a Coreia do Norte será "totalmente destruída", após o terceiro teste norte-coreano de quarta-feira de um míssil balístico intercontinental (ICBM). | Foto: KCNA VIA KNS / AFP

    Os Estados Unidos lutavam na quinta-feira (30) para manter o apoio internacional ante a ameaça nuclear da Coreia do Norte, enquanto a Rússia advertia que as sanções contra Pyongyang fracassaram e a China fugia de um diálogo sobre o embargo petroleiro.

    Washington advertiu que a Coreia do Norte será "totalmente destruída", após o terceiro teste norte-coreano de quarta-feira de um míssil balístico intercontinental (ICBM), que acreditam ser capaz de alcançar qualquer ponto dos Estados Unidos.

    O novo teste é um sinal de que os esforços do governo americano para isolar o líder norte-coreano, Kim Jong-un, atingir sua economia e forçá-lo a negociar fracassaram.

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    Também pôs fim a dois meses sem testes de mísseis norte-coreanos, que despertaram esperanças de um início de conversas diplomáticas.

    Washington respondeu pedindo sanções mais duras contra Pyongyang durante uma reunião do Conselho de Segurança na quarta (29), enquanto o presidente Donald Trump começou a se queixar da China na quinta.

    "O enviado chinês, que acaba de voltar da Coreia do Norte, parece não ter tido nenhum impacto no 'pequeno homem-míssil'", tuitou o presidente, fazendo alusão a Kim, a quem também chamou de "cachorro doente" e ameaçou com novas sanções.

    O novo teste é um sinal de que os esforços do governo americano para isolar o líder norte-coreano, Kim Jong-un, atingir sua economia e forçá-lo a negociar fracassaram.
    O novo teste é um sinal de que os esforços do governo americano para isolar o líder norte-coreano, Kim Jong-un, atingir sua economia e forçá-lo a negociar fracassaram. | Foto: KCNA VIA KNS / AFP

    Embargo petroleiro

    O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, reiterou um chamado pelo embargo petroleiro ao receber em Washington seu contraparte da Alemanha, Sigmar Gabriel, que anunciou a retirada da equipe diplomática alemã de Pyongyang para aumentar a "pressão" sobre o país.

    "Acredito que os chineses estejam fazendo muito, mas também achamos que podem fazer mais com o petróleo. Realmente pedimos que cortem o fornecimento de petróleo", disse Tillerson. "Foi a arma mais eficaz da última vez que os norte-coreanos se sentaram à mesa de negociações", acrescentou.

    A embaixadora de Washington na ONU, Nikki Haley, disse que Trump falou com o presidente chinês, Xi Jinping, e pediu para cortar todo o fornecimento de petróleo à Coreia do Norte.

    Os Estados Unidos já haviam pressionado por um embargo de petróleo aos norte-coreanos depois que Pyongyang testou, em setembro, sua mais poderosa bomba nuclear até então. Retirou esse pedido durante as negociações com a China para uma resolução.

    Mas o Ministério das Relações Exteriores da China se esquivou das perguntas sobre o chamado americano a um embargo petroleiro, e seu porta-voz, Geng Shuang, se limitou a dizer aos repórteres que Pequim acata as resoluções da ONU e apoia a desnuclearização da península coreana.

    Pequim apoiou uma série de sanções que incluem a proibição das importações de carvão, mineral de ferro e de pescado norte-coreanos. A ONU também proibiu a contratação de trabalhadores norte-coreanos e limitou as exportações de produtos refinados de petróleo.

    Negou-se, porém, a fechar o oleoduto que envia petróleo para a Coreia do Norte.

    Pequim teme que a adoção de medidas mais duras faça o regime norte-coreano entrar em colapso, deflagrar uma crise de refugiados em sua fronteira com o Norte e elimine uma barreira estratégica que separa a China do Exército americano na Coreia do Sul.

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