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    Ameríndios do Brasil


    Fotógrafo Renato Soares realiza palestra em Manaus

    O trabalho sistemático da documentação fotográfica de toda população indígena do Brasil, já resulta hoje num acervo importante

    O projeto aponta para a criação e a construção de um grande acervo etnográfico brasileiro | Foto: Renato Soares

    “Ameríndios do Brasil” é o tema da palestra que será apresentada no Musa, no próximo dia 11 de julho, às 18h30, pelo fotógrafo e indigenista, Renato Soares. Ele já fotografou mais de 50 grupos indígenas e afirma que o projeto “Ameríndios do Brasil” consiste no registro das 305 etnias espalhadas por todo território nacional.

    “Percorrendo todo o Território Nacional, vamos entrar no universo fascinante da diversidade étnica brasileira. São mais de 300 etnias espalhadas por todo o País que lutam para preservar sua cultura”, ressalta o fotógrafo.

    O projeto aponta para a criação e a construção de um grande acervo etnográfico brasileiro. Para Renato Soares, o registro além de mostrar quem são os povos originários do Brasil, valoriza a memória da sua cultura ancestral.

    O trabalho sistemático da documentação fotográfica de toda a população indígena do Brasil, já resulta hoje num acervo importante, sobretudo, pelo viés educacional sob o qual vem sendo utilizado, não só em livros didáticos e paradidáticos, como em livros de arte, editoriais, palestras e conferências interativas.

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    O projeto “Ameríndios do Brasil” tem como objetivo não apenas o registro das culturas originárias, mas também a geração de renda para as comunidades.  Segundo o fotógrafo, 33% de tudo que comercializa é destinado ao pagamento das etnias retratadas. A proposta de atuar numa rede de economia mais solidária é inovadora.

    Biografia

    Renato Soares é fotógrafo e indigenista. Iniciou sua carreira na fotografia no final da década de 1980 e, desde então, realiza viagens para retratar as diferentes formas de expressão cultural dos grupos étnicos brasileiros.

    A identificação com o universo indígena vem desde a infância, e se consolidou logo nos primeiros contatos com tribos, em áreas remotas do Amazonas e, também, através da profunda amizade que manteve com o sertanista Orlando Villas Bôas.

    Sua obra fotográfica já figurou em importantes exposições como “O Último Kuarup” - Masp/ 2006 e na mostra itinerante “A Última Viagem de Orlando Villas Bôas”, que percorreu 12 capitais brasileiras. Seu talento também foi reconhecido em Paris, em uma coletiva no Palais de La Découvert.

    *Com informações da assessoria

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