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    Cinema


    Curta mato-grossense tem exibição gratuita em Manaus nesta sexta

    O filme conta a história de um casal, vivido pelos atores Álamo Facó e Ella Nascimento

    A sessão é gratuita e contará, na sequência, com debate sobre a produção | Foto: Divulgação

    Selecionado pelo Amazônia das Artes, projeto do Sesc que contempla a divulgação de produções independentes, o curta “PANDORGA”, do diretor mato-grossense Maurício Pinto, será exibido nesta sexta-feira (10), no Instituto de Educação do Amazonas (IEA), às 14h, dentro da programação que contempla produções dos demais estados integrantes da Amazônia Legal, como Maranhão, Tocantins, Acre, Pará, Amapá, Rondônia e Amazonas.

    O filme conta a história de um casal, vivido pelos atores Álamo Facó e Ella Nascimento, que, acompanhados de um envelope que guarda o futuro, decide viajar numa estrada cheia de memórias e sentimentos. As reflexões e acontecimentos no caminho podem reconstruir sua história.

    Trata-se de um road movie encenado no cerrado mato-grossense. O gênero por si só contém uma linguagem visual e dramática própria. As longas tomadas da estrada, a representação do local e seus costumes, a incorporação do ambiente dentro do enredo são elementos comuns a uma gama de filmes nacionais, desde “Iracema” (1976, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna) a “On the Road” (2012, de Walter Salles).

    Nestes filmes, os conflitos são quase que estritamente internos, nos personagens, e não no cenário à sua volta. Eles se lançam à estrada sem perceber que é ela o elemento transformador de suas narrativas. Transitando numa linha tênue entre a ficção e o documentário, e provocando ainda mais essa discussão, “PANDORGA” têm personagens e momentos de representação do real.

    Pandorga é uma palavra usada na região da baixada cuiabana para designar a pipa, o papagaio, herança dos tempos em que a fronteira entre o Brasil, Paraguai e Bolívia eram ainda muito tênues. A palavra designava, inicialmente, uma festa com beberrões que andavam em zig zag pelas ruas com seu movimento inconstante, daí o motivo de passar ser referência para o brinquedo no céu.

    A sessão é gratuita e contará, na sequência, com debate sobre a produção audiovisual independente, conduzida pelo diretor, que também assina o roteiro.

    Sobre o diretor

    Mauricio Pinto é formado em Radialismo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e tem atuado no audiovisual mato-grossense como diretor, produtor e assistente de fotografia e arte. Dirigiu o curta “PANDORGA” (2016) e o documentário “Guardinha” (2014). Trabalhou também em diversas peças publicitárias e institucionais como produtor e produtor de objetos de arte. Em 2014, participou como assistente de arte no premiado curta “S2”, de Bruno Bini, e, no ano seguinte, como assistente de fotografia no curta “Canhain: Uma Aventura Sinistra!”, de Luis Marchetti. Em “3 Tipos de Medo” (2016), também de Bini, atuou como primeiro assistente de câmera para o fotografo Mário Zugair e em “Aquilo que me Olha (2016)”, de Felipe Damian, voltou a atuar como assistente de arte.

    *Com informações da assessoria

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