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    Dia do Compositor


    No dia do compositor, conheça músicos do Amazonas

    Compositores do Amazonas destacam-se pela qualidade da produção

    Notas, melodias, rimas e letras: o trabalho do compositor vai muito além de juntar meras palavras | Foto: Divulgação

    Manaus - Como o cantor e compositor Dave Grohl fala, "essa é uma das melhores coisas da música: você pode cantar para 85 mil pessoas e elas cantam de volta para você por 85 mil motivos diferentes". Notas, melodias, rimas e letras: o trabalho do compositor vai muito além de juntar meras palavras.

    Neste dia 15 de janeiro, o Dia Mundial do Compositor homenageia os profissionais que realizam a arte de criar canções que se conectam com o público de maneira única e especial.

    A composição é tão presente na vida do amazonense Mavi Cardoso que ele mal lembra quando começou a escrever suas primeiras músicas. "A primeira que fiz foi com 12 anos de idade, mas não sei o nome, pois nunca cheguei a gravá-la", conta o compositor. Com um cavaquinho em casa e um pai que gostava de tocar, Mavi foi conhecendo a música aos poucos durante a infância e descobriu uma atração inexplicável.

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    Mavi
    Mavi | Foto: Divulgação

    Sempre com uma insônia insistente, ele conta que costumava dormir entre 4h e 5h da manhã, todos os dias. "Eu aproveitava a noite para escrever coisas, pensar em melodias e letras", conta. Atualmente com 27 anos, ele conta com 50 canções registradas, mas afirma ter quase o triplo de composições. Entre as suas favoritas, ele revela que o seu pagode "Senhor do Mundo" é o seu xodó e que faz sucesso por onde toca.

    Apesar da pouca idade, 27 anos, Mavi tem várias histórias memoráveis no mundo da música. Entre elas, ele lembra do dia em que puxou uma escola de samba inteira aos 11 anos. "Inicialmente eram três cavacos, mas eles atrasaram no dia e eu estava lá sozinho, então tive que segurar a barra sozinho para a escola entrar na avenida", conta.

    Já a carreira do compositor Luciano Kikão começou um pouco diferente. "Eu acho que fui meio Julio Iglesias, que era goleiro, se acidentou e virou cantor", brinca ele. No caso, Luciano era jogador de futebol e quebrou a perna em campo. Acabou na música por acaso, ao fazer um jingle para a empresa de táxi do pai. "Acho que eu estava tão cego pelo futebol que não enxergava o dom da rima", diz.

    O dom foi tanto que levou o amazonense a trabalhar com cantores de sucesso nacional, como Wesley Safadão, Simone & Simaria e outros. "A inspiração vem rápido, eu penso em algo, chamo o sanfoneiro e já toco com uma melodia", conta Luciano. Ao todo, são cerca de 340 músicas compostas ao longo de 11 anos de trabalho.

    Luciano Kikão
    Luciano Kikão | Foto: Divulgação

    Para o compositor João Evangelista Torres Filho, mais conhecido como Torrinho, a música também está no sangue. Com um pai regente e uma irmã musicista, a arte sempre se fez presente na infância e adolescência dele. "As minhas primeiras composições foram feitas com 14 anos, mas só fui levar a sério com o passar do tempo", conta Torrinho.

    A paixão pela música acompanha até hoje o mineiro erradicado no Amazonas. "Música, para mim, é o alimento da alma. Ela garante a minha sobrevivência emocional", relata o artista. "A música tem muito o que ensinar para gente, não apenas tecnicamente, mas também nos torna pessoas melhores".

    Torrinho é conhecido pela canção "Porto de Lenha", considerada por muitos a música mais icônica que fala da capital amazonense. Segundo ele, a canção foi composta nos anos 70 e foi gravada em 1984 no LP "Nossa Música", uma coletânea com vários artistas. Em 1992, a canção também deu título para o disco solo de Torrinho. "A canção 'Porto de Lenha' se tornou uma espécie de hino, é a cara de Manaus e traz todo um significado para a cidade, um significado que atravessa gerações", conta o compositor.

    Uma "feliz coincidência", Torrinho aniversaria no Dia Mundial do Compositor. "Sabe que eu vim me dar conta recentemente?", brinca. Ele descobriu a data através de postagens nas redes sociais e ficou feliz de comemorar o dia em dose dupla. "Acho que não tem como ser mais nascido para a composição do que isso".

    Torrinho
    Torrinho | Foto: Divulgação

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