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    Cultura


    Vila da Barra encerra apresentações do Carnaval 2018

    | Foto: Marcelo Cadilhe

    Com apenas nove anos de fundação, a jovem Escola de Samba Vila da Barra fechou o desfile do Grupo Especial, já com a luz natural na manhã deste domingo (11). O samba de enredo foi um verdadeiro protesto social, político, econômico e de todos os problemas enfrentados pelo país atualmente, com tema “Grito”.

    No ritmo da letra mostrando toda indignação do povo brasileiro, em especial do amazonense, a escola contou na avenida toda insatisfação, com cerca de 2,7 mil brincantes. As alas mostravam toda as formas de protesto e revolta dos vários problemas sociais do país.

    Uma das passagens marcantes foi a ala da “Nega maluca”, simbolizando o protesto contra o racismo e as indiferenças que ocorrem com pessoas, independente da cor.

    Com cartazes de protestos, jovens e adolescentes mostravam a indignação do povo brasileiro como por exemplo “Paz sim, violência não”, “Não à corrupção”, estavam entre um dos dizeres da Escola de Samba, do bairro da Compensa, Zona Oeste da cidade.

    Alem do protesto, sempre descontraído, a ala da “Barata”, simbolizava o susto natural das pessoas ao se deparar com o inseto, aparentemente indefeso, mas que causa pânico quando surge em qualquer local.

    Para uma das diretoras da escola, Shirlei Nascimento da Silva, de 43 anos, a escola procurou levar para avenida um alerta e protesto dos brasileiros sobre o atual momento que vive o país.

    “Responsável pela ala do grito do terror, significa que o povo não aguenta mais o que os políticos estão fazendo. A escola além de apresentar a atualidade, está reivindicando os nossos direitos como brasileiros. O nosso grito de horror é contra a impunidade e corrupção”, explicou.

    A diretora de harmonia, Girlene Cavalcante, disse que a escola teve um momento especial para todos que buscam um pais melhor e digno. Para ela, o samba de enredo foi um sucesso.

    “Representa toda indignação da sociedade sobre a nossa politica, racismo, sobre tudo que vem prejudicando nosso país. É uma forma de protesto contra tudo isso, principalmente contra a corrupção”, contou.

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