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    Vice-campeã


    'Caçula do Carnaval', Vila da Barra é a vice-campeã do Carnaval 2018

    Pela segunda vez desfilando no grupo especial, a escola que tem apenas nove anos de existência já conseguiu levar o título de vice-campeã

    Com apenas 9 anos de existência saiu do grupo de acesso para conquistar, em 2018, o título de vice-campeã do Carnaval de Manaus | Foto: Marcelo Cadilhe

    Manaus - Uma surpresa para muitos foliões manauenses, a Escola de Samba Vila da Barra, da Compensa, com apenas 9 anos de fundação e em seu segundo ano desfilando pelo Grupo Especial e já conseguiu arrastar o desejado título de vice entre as grandes campeãs de Manaus.

    | Foto: Marcelo Cadilhe

    Segundo o presidente da agremiação, Apolo Ferreira, o título ainda é pouco para a escola. "Vamos buscar melhorar sempre, mas por enquanto estamos satisfeitos de levar esse título para o bairro da Compensa", disse. 

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    Ainda de acordo com o presidente essa vitória é um meio de mostrar para os moradores do bairro da Compensa que eles têm uma escola de samba. "Queremos que a comunidade participe cada vez mais e saiba que tem uma escola de samba para participar", complementou.

    Apolo comenta que a emoção de ganhar o segundo lugar é imensa. “Esse título não é apenas por mim, mas por todas as pessoas da nossa comunidade que participaram de todo esse trabalho árduo da escola”, disse. Os preparativos para o desfile iniciaram desde o ano passado. 

    Com cartazes de protestos, jovens e adolescentes mostravam a indignação do povo brasileiro
    Com cartazes de protestos, jovens e adolescentes mostravam a indignação do povo brasileiro | Foto: Marcelo Cadilhe

    O samba de enredo trazido para a avenida foi um verdadeiro protesto social, político, econômico e de todos os problemas enfrentados pelo país atualmente, com tema “Grito”. O presidente da vila da barra comenta que essa foi a forma encontrada pela agremiação de chamar a atenção dos brasileiros aos problemas que a população enfrenta. “Viemos gritar na avenida para que as pessoas olhem e pensem na mudança junto conosco”, disse. 

    Integrante da diretoria de harmonia, Girlene Cavalcante, de 63 anos, diz que desde a fundação da Vila da Barra desfila pela escola e com muita alegria diz que esse segundo lugar é como se fosse o primeiro. “Nós somos a caçulinha do carnaval e ter essa vitória nos deixa muito animados”, diz. A integrante comenta que na família Cavalcante, todos brincam carnaval. “Meus netos, meus filhos, toda a minha família participa da Vila da Barra”, garante. 

    De acordo com o diretor de organização do Carnaval 2018, Ricardo Simonetti, o desejo de todos os organizadores é que mais escolas evoluam da mesma forma como fez a Vila da Barra. "Nós temos uma escola que pouco tempo atrás estava no grupo de acesso e se tornou vice-campeã do carnaval", disse.

    Desfile

    A escola foi a última a desfilar, já ao raiar do sol da manhã de domingo (11), o ritmo da letra mostrava toda indignação do povo brasileiro, em especial do amazonense. Durante o desfile aproximadamente 2,7 mil brincantes mostraram toda sua indignação contra as injustiças brasileiras.

    A ala da “Barata”, simbolizava o susto natural das pessoas ao se deparar com o inseto
    A ala da “Barata”, simbolizava o susto natural das pessoas ao se deparar com o inseto | Foto: Marcelo Cadilhe

    As alas mostravam toda as formas de protesto e revolta dos vários problemas sociais do país. Uma das passagens marcantes foi a ala da “Nega maluca”, simbolizando o protesto contra o racismo e as indiferenças que ocorrem com pessoas, independente da cor. Com cartazes de protestos, jovens e adolescentes mostravam a indignação do povo brasileiro como por exemplo “Paz sim, violência não”, “Não à corrupção”.

    Além do protesto, sempre descontraído, a ala da “Barata”, simbolizava o susto natural das pessoas ao se deparar com o inseto, aparentemente indefeso, mas que causa pânico quando surge em qualquer local. 

    A escola foi a última a desfilar, já ao raiar do sol da manhã de domingo (11), o ritmo da letra mostrava toda indignação do povo brasileiro, em especial do amazonense
    A escola foi a última a desfilar, já ao raiar do sol da manhã de domingo (11), o ritmo da letra mostrava toda indignação do povo brasileiro, em especial do amazonense | Foto: Marcelo Cadilhe

    Para uma das diretoras da agremiação, Shirlei Nascimento da Silva, de 43 anos, a escola procurou levar para avenida um alerta e protesto dos brasileiros sobre o atual momento que vive o país. “A ala do grito do terror, significa que o povo não aguenta mais o que os políticos estão fazendo. A escola além de apresentar a atualidade, está reivindicando os nossos direitos como brasileiros. O nosso grito de horror é contra a impunidade e corrupção”, explicou.

    Confira lista de pontuação completa

    1. Reino Unido da Liberdade – 178,30

    2. Vila da Barra – 177,70

    3. Unidos do Alvorada – 176,50

    4. Vitória Régia – 175,90

    5.  A Grande Família – 175,00

    6. Mocidade Independente de Aparecida – 174,90

    7. Andanças de Ciganos – 174,70

    8. Sem Compromisso – 169,40 - Desce para Grupo A


    Edição: Lívia Nadjanara

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