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    Incentivos


    Setor automotivo aguarda novos incentivos prometidos para maio

    Novo programa do governo substituirá o Invar Auto, com terá duração de 15 anos, com incentivos de R$ 1,5 bilhão

    | Foto: Divulgação

    Brasília (Agência Brasil) - O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, disse que a expectativa do setor é que o programa Rota 2030, do governo federal, seja lançado em maio. A afirmativa se deu logo depois de uma reunião dos representantes do setor automotivo, nesta terça-feira (24), com o presidente Michel Temer e ministros para discutir detalhes do programa.

    O Rota 2030 é uma proposta de regime de incentivos para o setor automotivo com duração de 15 anos que substituirá o Inovar Auto, encerrado no fim do ano passado. “Estamos na fase final de ajustes. Esses ajustes devem ser feitos ainda durante a semana e a expectativa é que o programa seja lançado em breve. Temos a expectativa que isso aconteça ainda no mês de maio”, disse Megale em entrevista a jornalistas.

    | Foto: Reprodução

    Segundo o presidente da Anfavea, a expectativa de teto do setor é de incentivos de R$ 1,5 bilhão, mas esse valor pode ser alterado de acordo com os mecanismos a serem acertados para o programa. “O valor é difícil de precisar porque precisamos ter o formato final bem definido. Pode ser reavaliado. Isso é uma expectativa. A ordem de grandeza é essa, mas dependendo dos ajustes do mecanismo ele pode variar para baixo um pouco”, disse.

    Questionado por jornalistas sobre divergências entre o Ministério da Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em relação ao Rota 2030, Antonio Megale respondeu que a questão foi “praticamente solucionada”. “Precisamos ver apenas os últimos detalhes quanto aos mecanismos, mas houve uma convergência na forma de ser oferecido o apoio à pesquisa e desenvolvimento”, disse.

    No sábado (21), o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, falou sobre o programa em Washington e disse que é preciso analisar o custo de oportunidade desse tipo de medida, já que os recursos que deixariam de entrar por causa de uma política de incentivo ao mercado automobilístico poderiam ser investidos em outras áreas.

    Participaram da reunião de hoje com o presidente Temer representantes da Anfavea, da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), além dos ministros da Fazenda, da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, e do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.

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