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    Agricultura


    Produção de cupuaçu em Figueiredo pode chegar a 180 toneladas este ano

    A Prefeitura de Presidente Figueiredo comemora um novo momento na safra do fruto que deve crescer 80% este ano

    São aproximadamente 50 produtores ativos na cultura do cupuaçu em Presidente Figueiredo | Foto: Ione Moreno

    Manaus - A produção do cupuaçu no município de Presidente Figueiredo (distante 107 quilômetros de Manaus) pode chegar a 180 toneladas neste ano de 2018. O volume expressivo supera a produção do ano passado que foi de aproximadamente 100 toneladas um aumento de 80%. O produto impulsiona um dos maiores festivais folclóricos do Amazonas, a Festa do Cupuaçu que ocorreu nos últimos dias 27 a 30 de abril e movimentou R$ 15,5 milhões na cidade com turismo.  

    Os números são da Secretaria Municipal de Abastecimento e Desenvolvimento Aquícola e Pesqueiro (Semada). De acordo com o titular da pasta, Ricardo Matos, a safra inicia todos os anos, geralmente em dezembro e finaliza em abril do ano seguinte. “A safra de 2018 já foi finalizada e estamos apurando a produção. Em todo esse montante, estão tanto as vendas catalogadas, quanto as não catalogadas, que são feitas por negociação direta pelos produtores”.  

    Os principais motivos para o grande crescimento na produção para este ano, segundo a Semada, são fatores naturais, além da técnica de adubação que foi melhorada. Nos anos de 2014 e 2015, quando a produção ficou em média com 70 toneladas, a estiagem severa impediu uma safra maior. Já a partir de 2017 a natureza voltou a contribuir com a cultura do cupuaçu e vai agraciar a cidade com uma produção maior pelo secundo ano consecutivo.

    A casca do cupuaçu também é reaproveitada no artesanato local
    A casca do cupuaçu também é reaproveitada no artesanato local | Foto: Divulgação

    O valor do quilo do cupuaçu de Presidente Figueiredo está custando atualmente em média R$ 5, com preço independente para cada estivador, assim, apenas este ano deve render um faturamento líquido de R$ 550 mil para a economia local. Na entressafra, quando o produto fica mais em falta, o valor varia de R$ 6, R$ 7 e até R$ 8 o quilo.

    Hoje são aproximadamente 50 produtores que atuam nessa atividade em Presidente Figueiredo. O maior mercado consumidor do cupuaçu que vem de Presidente Figueiredo é cidade de Manaus. Figueiredo deve se consolidar este ano como o terceiro maior produtor desse fruto em todo o estado do Amazonas, ficando atrás de outros municípios da região metropolitana de Manaus como Rio Preto da Eva e Itacoatiara. 

    Festa do Cupuaçu

    A 28º Festa do Cupuaçu atraiu mais de 380 mil pessoas este ano
    A 28º Festa do Cupuaçu atraiu mais de 380 mil pessoas este ano | Foto: Divulgação

    Toda essa produção é o motivo de comemoração anualmente da Festa do Cupuaçu. O produto impulsiona a economia da cidade e inspira a festa que este ano chegou a sua 28ª edição. Presidente Figueiredo recebeu em quatro dias de festas, 385 mil pessoas e 20.657 veículos. O cupuaçu é o principal item da cultura econômica rural do município, que reflete também no setor de turismo, alavancando toda a economia da cidade nesse período.

    Figueiredo também contou com a Feira Agroindustrial de Negócios e Artesanatos que aconteceu paralelamente aos quatro dias de festa. A feira injetou um montante de R$ 700 mil na cidade, com vendas e negociações. Mais de 50 mil pessoas passaram pelos estandes das feiras e o reflexo dessa movimentação foi o impulso financeiro recebido na economia local através dos turistas.

    A Feira Agroindustrial da a possibilidade de renda para a população
    A Feira Agroindustrial da a possibilidade de renda para a população | Foto: Divulgação

    Incentivo

    Matos informou ainda que a Semada já tinha dado um incentivo para o produtor de cupuaçu ao comprar 16 toneladas de produtores locais para alimentar a festa, mas o retorno da feira acabou sendo ainda maior. Além da venda do produto em si, a economia de Presidente Figueiredo lucra com ao beneficiamento da fruta na produção de doces, balas e cremes, além do reaproveitamento da casca que é utilizada no artesanato.  

    “Já tivemos produção elevadíssima, por volta dos anos de 2002 a 2005, quando tínhamos produtores com até 15 hectares de plantação. Vivemos tempos ruins por conta de problemas como a praga 'vassoura de bruxa', mas estamos retornando com plantações mais resistente para alavancar ainda mais produção”, comemora o secretário Ricardo Matos. 

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