Fonte: OpenWeather

    ECONOMIA DOMÉSTICA


    Saiba como ter uma vida financeira saudável

    O Em Tempo separou cinco dicas para você administrar os rendimentos pessoais

    Algumas pessoas conseguem fazer sobrar dinheiro, mas há quem não consiga e acaba tendo que recorrer ao cartão de crédito ou ao famoso crédito especial | Foto: Marcely Gomes/EM TEMPO

    Manaus - Começo de mês é sempre igual. O brasileiro recebe o salário e já começa a separar as contas mais urgentes para pagar, como água, luz, telefone e os cartões de crédito. E tem gente que, mesmo pagando todos os boletos e fazendo a cesta básica mensal, ainda consegue guardar algum dinheiro no final do mês. Já se perguntou como isso acontece?

    Leia mais: Por três meses seguidos, vendas no comércio crescem no Amazonas

    O pouco dinheiro que sobra para a maioria das pessoas é destinado ao lazer pessoal. Alguns não conseguem fazer economia e acabam recorrendo ao cartão de crédito ou ao famoso crédito especial, que vem com juros e correção monetária no mês seguinte.

    Dados preocupantes

    Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), realizada em todas as capitais brasileiras no início deste ano, revela que a organização financeira não é bem uma tarefa que agrada aos consumidores.

    Os resultados da pesquisa mostram que 45% dos brasileiros admitem não conseguir fazer um controle efetivo do próprio orçamento. Seis em cada dez entrevistados, isto é, 59%, dizem que, mesmo tendo tempo para controlar e planejar os gastos, ainda têm dificuldades em fazer essa tarefa.

    Chega o final do mês, e a preocupação do brasileiro é saber como as contas serão pagas no início do mês seguinte.
    Chega o final do mês, e a preocupação do brasileiro é saber como as contas serão pagas no início do mês seguinte. | Foto: Marcely Gomes/EM TEMPO


    E quando a renda da casa é resultado dos salários dos cônjuges, a situação é ainda mais preocupante. Um estudo feito pela empresa Ilumeo, junto com a Ricam Consultoria, gerenciada pelo economista Ricardo Amorim, mostra que 29% dos entrevistados não conversam com seus parceiros amorosos sobre questões financeiras.

    Para auxiliar o consumidor no planejamento de uma vida financeira saudável, o Em Tempo conversou com o educador financeiro e engenheiro elétrico Elandi Souza, de 40 anos. Junto com o consultor financeiro Gabriel Pozzetti, Elandi gerencia e dá aulas na Escola de Investidores, localizada no Parque das Laranjeiras, na Zona Centro-Sul.

    Confira as dicas!

    1 - Eliminar as dívidas

    O educador financeiro destaca que é preciso, primeiramente, que o consumidor faça o dinheiro sobrar. Para isso, todas as dívidas mais urgentes devem ser quitadas o quanto antes.

    “Em seguida, o consumidor precisa gastar menos do que se ganha, para que o dinheiro comece a sobrar”, relata.

    2 - Fazer sobrar dinheiro todo mês

    Quando a pessoa consegue eliminar as dívidas, já começa a enxergar alguns métodos para fazer sobrar dinheiro no fim do mês. “Eu sempre recomendo que a pessoa faça um diagnóstico financeiro, selecionando o que ganha e o que gasta”, afirma o educador.

    Elandi conta que já viu situações em que o consumidor recebia, por exemplo, R$ 1.200,00 de salário, e mesmo após fazer um diagnóstico financeiro de ganhos e gastos, onde era possível sobrar determinada quantia, o aluno ainda fazia uso do cheque especial.

    “Nesse caso, a gente verificou que esse dinheiro que sobrava, por assim dizer, era gasto em amenidades, como um cafezinho durante o dia ou algumas idas ao shopping mais do que o normal. Eu sugeri que os gastos com as amenidades fossem mais controlados, como, por exemplo, reduzir as idas ao shopping. Acabou que deu certo”.

    3 - Criar reserva de emergência

    Como o próprio nome já diz, a reserva de emergência servirá justamente para emergências, como, por exemplo, a perda do emprego. Gastos serão cortados, mas será possível manter o padrão de vida até ser realocado no trabalho.

    E de quanto deve ser essa reserva? “Basicamente, três a seis vezes o seu salário. Se você ganha R$ 5.000,00, por exemplo, sua reserva tem que ser, no mínimo, R$ 15 mil. Com esse valor, é garantido que você não vai passar necessidades. Se puder cortar alguns gastos, é até melhor, porque o fôlego financeiro é ainda maior e a reserva de emergência pode durar um pouco mais”, ressalta Elandi.

    4 - Pensar na aposentadoria

    Quando o cidadão vai ficando mais velho, fica cada vez mais difícil se manter no mercado de trabalho, visto que pessoas mais jovens acabam sendo preferidas para o trabalho.

    “Tem gente que chega aos 60 anos sem quaisquer perspectivas ou fundos para a aposentadoria. Para isso, é importante desde já, enquanto a pessoa está produzindo, que ela já comece a montar a sua aposentadoria”, afirma Elandi.

    O educador, no entanto, ressalta que o cidadão é livre para escolher como quer montar a aposentadoria, mas o valor reservado para o plano de aposentadoria deve ser, no mínimo, 10% dos rendimentos mensais.

    “Pode ser um plano de previdência privada, pode ser a própria Previdência Social, ou até mesmo investimentos privados que possam render bastante no futuro. O importante é não deixar de montar esse plano, porque não dá pra chegar aos 60 anos sem ter um dinheiro de reserva”.

    5 - Fazer investimentos a curto, médio e longo prazo

    Depois de seguir todas as quatro últimas dicas, aí sim, o consumidor poderá começar a pensar em fazer investimentos, que podem ser a curto, médio e longo prazo. Mas é preciso ter cuidado nas aplicações, porque se o investimento não for feito da forma correta, a perda de dinheiro acaba sendo inevitável.

    Elandi Souza ressalta que existem fundos bons para investir, como o Tesouro Selic, que rende mais do que a poupança normal. No entanto, no mundo dos investimentos, a paciência deve ser essencial, porque existem ações que oscilam no mercado.

    “Vou dar um exemplo legal: as ações do Banco Itaú, por exemplo, são as melhores do mercado. É o melhor banco pra se investir, porque é o que mais paga lucros. Mas são ações que oscilam bastante. Hoje elas estão a R$ 100,00, mas amanhã podem estar a R$ 90,00. Você vai vender? Não, porque daqui a dois, três dias, elas podem estar valendo  bem mais”, finaliza o consultor.

    Edição: Bruna Souza

    Leia também

    Marketing tradicional não vai acabar, afirmam especialistas

    Esquerda x direita: faça o teste e conheça as ideologias políticas

    Lucro da Petrobras cresce 56,5% no 1º trimestre e gera R$ 6,9 bilhões

    CIDADANIA - ELEIÇÕES 2018

    Comentários