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    Desempenho


    Indústria amazonense cresceu três vezes mais que o Pará este ano

    Nesse mesmo período, a indústria nacional cresceu 3,1%, mas recuou 0,1 de fevereiro para março deste ano

    As fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM) também aumentaram a produtividade de fevereiro para março em 2,6% | Foto: Arquivo EMTEMPO

    Manaus - A indústria do Amazonas apresentou números positivos em todos os períodos econômicos de desempenho fabril até março deste ano. O apurado mais expressivo foi de 24,4% de crescimento acumulado no primeiro trimestre. O resultado é três vezes maior do que o segundo colocado, o Pará, que ficou com 8%. Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse mesmo período, a indústria nacional cresceu 3,1%. 

    A Pesquisa Industrial Mensal Brasil (PIM-BR) do IBGE mostrou também que as fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM) também aumentaram a produtividade de fevereiro para março em 2,6%, mas o destaque ficou com o Pará que cresceu expressivos 9% nesse período. A indústria nacional, no entanto, teve queda de 0,1%. Dos 15 estados pesquisados apenas o Amazonas, Pará e outros cinco tiveram resultados positivos.  

    De fevereiro para março, os recuos mais acentuados registrados foram na Bahia, com 4,5%, Rio de Janeiro com 3,7% e Região Nordeste com 3,6%. Além do Pará e do Amazonas, os estados que cresceram foram Mato Grosso de 4,7%, Espírito Santo de 2,8% e São Paulo 2%, que vinham de resultados negativos no mês anterior.

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    O vice-presidente da Federação das Indústria do Amazonas (Fieam), Nelson Azedo afirmou que esses resultados já são os primeiros reflexos da fabricação de televisores voltados para a Copa do Mundo e impulsionado pela troca de sinal analógico para o digital. Além disso, o Polo de Duas Rodas tem tido destaque também de desempenho desde o ano passado.

    “O cenário da indústria agora está animador, mas os empresários ainda têm cautela e prudência. Todos os resultados positivos dão a impressão para algumas pessoas de que a crise passou, mas não é isso. Temos que continuar com o pé no chão, porque ainda temos eleição pela frente, que pode mudar bastante coisa, melhorar ou piorar a situação”, comentou Azevedo.

    Prova disso é que, segundo o vice-presidente, ainda falta investimento e geração de emprego para a recuperação acontecer de fato. As fábricas ainda não estão em sua plena capacidade de produção.

    “De qualquer forma, esses números são bem animadores para continuar trabalhando e se encorajando”, completou Azevedo.

    No acumulado de 12 meses, a indústria brasileira apresentou um crescimento de 2,9%. Nesse mesmo período, onze dos quinze pesquisados acusaram alta. O melhor resultado foi obtido pelo Pará com expansão de 10,1%. Quatro locais apresentaram queda na produção, sendo que o pior resultado foi de Pernambuco com redução de 2%. 

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