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    Setor de bebidas


    Setor de bebidas do PIM sofre novo ataque e coca-cola é investigada

    A Coca-Cola reitera que o setor de bebidas não-alcóolicas do Brasil possui uma maior carga tributária da América Latina. Atualmente, o percentual é de 43% no refrigerante

    Fábrica da Coca-Cola
    Fábrica da Coca-Cola | Foto: Divulgação

    Manaus - O setor de bebidas do Polo Industrial de Manaus (PIM) está enfrentando “mais um ataque”. A Receita Federal, conforme publicação do jornal Folha de São Paulo desta segunda-feira (9), iniciou uma investigação para apurar se a empresa Coca-Cola está inflacionando os preços de suas mercadorias para ampliar sua margem de faturamento.

    Representantes da indústria e do setor de bebidas em Manaus preferiram não se manifestar sobre a ação realizada pela Receita Federal brasileira na fábrica instalada na capital amazonense. O argumento dos especialistas é de que a suposta investigação estaria sendo feita somente em uma empresa específica, portanto, acabaria não afetando o setor como um todo.

    Conforme a publicação do periódico de São Paulo, empresários da Coca-Cola devem explicar o motivo de a fabricante vender o quilo do xarope por, aproximadamente, R$ 200, se exporta por um valor na casa dos R$ 20.

    Coca-Cola afirma não saber de investigação

    A Receita Federal já notificou a Coca-Cola. No entanto, em nota, a empresa afirma não ter conhecimento da investigação sobre o eventual preço cobrado pelo concentrado de bebidas para os fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil.

    Além disso, o valor tem se mantido estável nos últimos 10 anos, e abaixo da inflação. Desde 2014, o volume de dividendos distribuídos também se mantém estável. Porém, o valor do câmbio afeta diretamente o valor em reais.

    Nota da Coca-Cola

    De acordo com a nota da Coca-Cola, em regra, conforme a legislação brasileira, os benefícios fiscais não passíveis de serem remetidos ao exterior e devem, obrigatoriamente, ser reinvestidos no Brasil.

    A Coca-Cola reitera também que o setor de bebidas não-alcóolicas do Brasil possui uma maior carga tributária da América Latina. Atualmente, o percentual é de 43% no refrigerante (já era 39% antes do decreto nº 9394/2018), dez pontos percentuais acima da Argentina e, em média, o dobro dos demais países da região, conforme dados de relatório Ernst Young. Anualmente, a indústria de refrigerantes gera R$ 10 bilhões em tributos, 130 empregos diretos e 1 milhão indiretos. 

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