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    Indústria


    Fieam reafirma esforços para manter competitividade do PIM

    Gerente executivo de Política Econômica da Confederação NacionaI da Indústria, Flávio Castelo Branco, apresentou a palestra “A encruzilhada da economia brasileira: o momento atual e as perspectivas pós-eleições”, durante reunião na Fieam

    o Amazonas vai sofrer os reflexos dessas mudanças, com a principal perda de benefícios de IPI | Foto: Divulgação

    Manaus - O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, em pronunciamento nesta sexta-feira ( 3), em reunião especial para comemoração dos 58 anos da federação, reafirmou que a instituição mantém-se atuante em defesa dos interesses do setor produtivo do Amazonas, atenta aos ataques ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). 

    Economia Brasileira

    Como convidado especial, o gerente executivo de Política Econômica da Confederação NacionaI da Indústria, Flávio Castelo Branco, apresentou a palestra “A encruzilhada da economia brasileira: o momento atual e as perspectivas pós-eleições”, com base em pesquisa divulgada recentemente pela CNI, que mostra um cenário econômico nada promissor para o Brasil, com índice elevado de desemprego e déficit fiscal crescente.

    Isso, segundo ele, evidencia a falta de reformas prioritárias, como a Previdenciária, que poderia dar ao país um fôlego de R$ 4 bi para investimentos.

    Tempo de incertezas

    Castelo Branco mostrou as incertezas sobre os resultados das eleições e os rumos da política econômica do novo governo, associadas aos impactos da greve dos caminhoneiros e às mudanças do cenário internacional, comprometendo o desempenho da indústria e da economia brasileiras. Com isso, a CNI diminuiu as previsões para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e o PIB Industrial.

    Apesar dos aumentos de preços provocados pela greve dos caminhoneiros, a inflação continuará baixa, de acordo com o executivo. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano em 4,21%, abaixo do centro da meta de 4,5% fixado para este ano. Em abril, a previsão era de uma inflação de 3,7% neste ano.

    Leia também: Fieam leva investidores do AM à maior feira alimentícia do mundo

    Com a inflação sob controle, os juros básicos da economia fecharão o ano em 6,5% ao ano, acima dos 6,25% previstos em abril. O déficit fiscal elevado é um problema sério, que chega a R$ 500 milhões ou 600 milhões de reais acumulados desde 2014. O déficit fiscal e a dívida pública crescentes mostram que o próximo governo terá de fazer um grande esforço para equilibrar as contas.

    “A reforma da Previdência é crucial para esse esforço, mas não é por si suficiente”, frisou o executivo.

    CNI

    A CNI destaca avanços realizados com as reformas na área fiscal, com limites para os gastos públicos, educacional, com a reforma do ensino médio, trabalhista, com a possibilidade da terceirização e exclusão de acidentes de trajeto do cálculo do FAP (Fator Acidentário de Prevenção), o que fez com que as empresas contratassem mais e assim impulsionassem as indústrias.

    Alterações na Lei de informática

    Em outra palestra, com o tema voltado à inovação na ZFM, o diretor de P&D e Relações Governamentais da empresa Positivo, José Goutier Rodrigues, falou sobre as alterações na Lei de Informática.

    De acordo com Rodrigues, o Amazonas vai sofrer os reflexos dessas mudanças, com a principal perda de benefícios de IPI, fazendo com que as empresas percam o interesse em investir, ficando concentradas em São Paulo, base forte da indústria.

    “Nosso interesse é isonomia, temos que ter benefícios igualitários para mantermos essa base industrial pujante que tem no Amazonas”, frisou Rodrigues.

    Estiveram presentes na sede da Fieam, o deputado estadual Orlando Cidade, representando a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ataliba Filho, e o representante da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado do Amazonas, Ricardo Miranda.

    *Com informações da assessoria

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