Fonte: OpenWeather

    Indústria


    Amazonas registra maior queda industrial em agosto, aponta IBGE

    Em agosto o Amazonas registrou a maior queda entre os 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Indústria no Polo Industrial de Manaus
    Indústria no Polo Industrial de Manaus | Foto: DIVULGAÇÃO

    Manaus - Apesar do constante crescimento nos últimos 12 meses com 10,1% da indústria no Amazonas, em agosto o Estado registrou a maior queda entre os 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A pesquisa apontou que, das dez atividades apuradas mensalmente, seis tiveram queda de produção no mês com destaque para a impressão e reprodução (-64,2) e produtos derivados de petróleo (-57,1).

    Em terceiro lugar com -28,7 a produção de borracha e plástico também teve queda no oitavo mês do ano, seguido dos equipamentos de informática com -7,8 e máquinas e aparelhos elétricos com -28,9.

    Para o vice-presidente da Federação da Industria do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o resultado da pesquisa mostra a instabilidade e insegurança da confiança empresarial, para ele, o Estado teve um bom desempenho nos últimos meses, a queda mostrou que o momento é de cautela principalmente por conta da incerteza política.

    “Nos últimos meses não falamos de crescimento, e sim, de recuperação, passamos todos os outros meses sofrendo com resquícios da crise econômica dos últimos anos e com a greve dos caminhoneiros que desabasteceu o país. O nosso Polo Industrial de Manaus (PIM), não foi afetado diretamente pela greve, ainda assim tivemos problemas uma vez que somos responsáveis por grande parte do abastecimento no país”, disse Azevedo.

    O vice-presidente da Fieam disse ainda que, mesmo em ano de eleições presidenciais os indicadores vêm mostrando que 2018 está sendo um ano bom. “Ano eleitoral sempre deixa a confiança afetada, porém não adianta ver só o lado negativo, estamos chegando na época das festas de fim de ano, onde as vendas do comércio ficam aquecidas e consequentemente a demanda na produção aumenta”, concluiu.

    Outras comparações

    Mesmo com a queda de 0,3% na indústria nacional, a  produção  cresceu em nove dos 15 locais pesquisados pelo  IBGE de julho para agosto deste ano. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Regional, a maior alta foi observada em Mato Grosso (3%), seguido da Bahia (2,7%) e de Pernambuco (2,6%).

    Também apresentaram crescimento as indústrias do Ceará (1,5%), Rio Grande do Sul (0,8%), Paraná (0,7%), Minas Gerais (0,5%) e Goiás (0,2%). O IBGE também analisou o comportamento da indústria nos nove estados da Região Nordeste como um todo. Nessa região, a produção cresceu 1,5%.

    Além do Amazonas, cinco estados registraram queda. Pará (-1,1%), Espírito Santo (-0,9%), São Paulo (-0,9%), Santa Catarina (-0,7%) e Rio de Janeiro (-0,3%). Na comparação com agosto de 2017, a indústria cresceu em 11 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Rio Grande do Sul (12,3%), Pernambuco (11,7%) e Pará (11%). Dos quatro locais em queda, o recuo mais acentuado foi observado no Amazonas (-6,7%).

    Já no acumulado do ano, também houve altas em 11 dos 15 locais pesquisados. Os maiores crescimentos foram registrados no Amazonas (10,9%) e Pará (9,2%). Quatro locais tiveram queda, as mais expressivas em Goiás (-3,6%) e no Espírito Santo (-3,4%).

    Leia mais: 

    Exportações no Amazonas tem aumento de 25% no primeiro semestre

    Situação econômica do Amazonas é tema de debate entre economistas

    Novos projetos devem gerar 17 mil empregos no Amazonas

    Comentários