Fonte: OpenWeather

    PRIMEIRO LUGAR


    Crescimento econômico do AM em 2019 é maior que o de São Paulo

    Atividade econômica do Amazonas cresceu 5 vezes mais que a média nacional e superou estados como São Paulo e Santa Catarina

    Alta da atividade econômica amazonense foi puxada pela produção industrial que cresceu 4%, em 2019 | Foto: Divulgação

    Manaus - A atividade econômica do Amazonas apresentou o melhor resultado entre todos os estados brasileiros, durante o exercício de 2019. Com alta de 4,61%, a economia amazonense foi cinco vezes maior que a média nacional (0,89%). O resultado foi ainda quase duas vezes maior do que o desempenho de São Paulo, que cresceu 2,75%, seguida da do estado de Santa Catarina (2,54%), Goiás (2,29%) e Paraná (2,10%).

    Segundo o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgados pelo Banco Central (BC), considera a “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB). O desempenho do Amazonas ajudou a “puxar” o crescimento econômico do país como um todo.

    A maior parte desse resultado é por conta da atividade do Polo Industrial de Manaus (PIM). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial do Amazonas cresceu 4% em 2019. Para o presidente do Centro da Indústria do Estado (Cieam), Wilson Périco, os dados do Banco Central comprovam a importância da Zona Franca de Manaus (ZFM) para a economia nacional.

    "

    Isso mostra que nossa indústria não gera riqueza só para nós, mas em todo o território brasileiro. A Suframa aponta que geramos 490 mil empregos em todo o país, por exemplo. Esse crescimento também ajudou o Governo Federal na arrecadação "

    Wilson Périco, presidente do Cieam, sobre o desempenho do Amazonas para o país

    “Esse crescimento também ajudou o Governo Federal na arrecadação, já que em 2019 recebemos de repasse R$4,5 bilhões e devolvemos, líquido, R$14,7 bilhões. Essas são razões pela nossa briga em defesa do nosso modelo de desenvolvimento”, afirma Périco, ao lembrar das ameaças que a ZFM enfrenta.

    Fatores

    Controle da inflação, taxa Selic baixa e liberação de recursos como FGTS e PIS são alguns fatores apontados pelo presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Francisco de Assis Mourão Jr., como determinantes para a melhoria do panorama econômico amazonense.

    “É a mostra de uma reação da economia. Esses fatores dão uma estabilidade que se reflete na pesquisa do Banco Central. A partir do momento que o consumidor sente essa estabilidade, ele começa a consumir os produtos oriundos daqui. O que é bastante positivo”, analisa o economista.

    Outros índices que demonstram o balanço positivo para o Amazonas são os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que revelam que o Estado registrou a geração de 11 mil empregos formais em 2019.

    Apesar de comemorar o resultado, Mourão Jr. alerta que o Estado deve ficar atento para as discussões que implicam no modelo de negócio do Amazonas, como a reforma tributária. 

    Expectativas

    As expectativas para a indústria amazonense em 2020 são positivas, e um dos fatores é a realização das Olimpíadas, que deve estimular a produção de aparelhos televisores. As TVs são um dos principais produtos da Zona Franca em termos de faturamento. Até outubro de 2019, esse setor rendeu US$ 3,92 bilhões ao Amazonas, com 10,9 milhões de unidades produzidas. O PIM abriga nove fábricas de TV, que são responsáveis pela geração de aproximadamente 20 mil empregos.

    O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), José Jorge do Nascimento Junior, destaca o papel do Amazonas na atividade econômica no Brasil. “Considerando que a economia do Amazonas tem mais de 80% dela baseada no Polo Industrial de Manaus, essa é a prova concreta e inquestionável de que este centro produtivo tem papel positivo na economia do país. A ZFM é sim importante para todo o Brasil”, completou.

    Comentários