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    EFEITO COVID-19


    Indústria propõe medidas para combater a crise no Amazonas

    Comitê formado por Cieam, Fieam, Abraciclo e Eletros, elaborou carta com propostas para encaminhar aos governos estadual e federal

    As medidas são voltadas para combater a crise econômica e não prejudicar os trabalhadores | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Manaus- Diante do crescimento do número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), no Amazonas, o Comitê da Indústria do Amazonas apresentou, nesta quarta-feira (25), uma carta aberta com sugestões de medidas que podem ser tomadas pelo governo federal como forma de combater a possível crise econômica no país criada com o efeito da pandemia.

    Documento contém novo propostas para auxiliar os governo federal e estadual nas soluções contra a crise
    Documento contém novo propostas para auxiliar os governo federal e estadual nas soluções contra a crise | Foto: Arquivo Em Tempo

    A carta será encaminhada ao presidente da república Jair Bolsonaro, ao ministro da Economia, Paulo Guedes e ao governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima. O documento foi elaborado pelo grupo de trabalho formado pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) e Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas Ciclomotores Motonetas Bicicletas e Similares (Abraciclo). Ele propõe medidas econômicas para que os empregos, a renda e a produção não sejam mortalmente afetados pela crise.

    O setor produtivo da Zona Franca de Manaus (ZFM) apresenta, por meio do documento, nove propostas que buscam auxiliar os governos. Entre as propostas apresentadas, estão a parceria do Estado com o setor privado, a fim de produzir equipamentos médico-hospitalares e medicamentos para minimizar os efeitos da doença sobre a população, a suspensão temporária de multas tributárias e previdenciárias assim como a regularização das legislações trabalhistas para os trabalhos a distância (home office), fast tracks em desembaraços aduaneiros e em registros da ANVISA e INPI.

    Périco diz que as propostas da carta busca resguardar principalmente as micro e pequenas empresas
    Périco diz que as propostas da carta busca resguardar principalmente as micro e pequenas empresas | Foto: Divulgação

    A carta fala ainda da ampliação do programa Bolsa Família para todos os beneficiários inscritos no Cadastro Único com duração de doze meses e aumento do valor do benefício para R$400,00 por mês, assim como pagamento de 50% do seguro-desemprego para trabalhadores que tivessem seus salários e jornadas reduzidas, por doze meses. Além da suspensão da contribuição patronal sobre folha de salários e adiamento de pagamento de todos os tributos federais, incluindo contribuições previdenciárias 120 dias.

    Beneficiar os pequenos

    De acordo com o presidente do Cieam, Wilson Périco, as medidas buscam beneficiar as micro e pequenas empresas assim como a população em geral, que sofrerá financeiramente com a atual crise econômica. “Nós estamos passando por um momento muito delicado e de alguma forma, nós precisamos encontrar mecanismo para assegurar os empregos e empreendimentos da indústria, comércio e principalmente das micro e pequenas empresas, afinal, eles têm um poder de caixa menor e não terão como suportar uma crise de seis meses. Para que eles não sejam fechados e toda a população fique prejudicada é preciso executar essas medidas da melhor forma”, avaliou.

    Périco ressaltou ainda que o Brasil nunca passou por uma experiência dessa proporção e por isso é preciso que todas as partes estejam cientes e executem atividades que busquem o menor impacto possível sobre a população.

    Consumo estagnado

    Para o presidente da Associação Nacional da Indústria de Eletroeletrônicos (Eletros), José Jorge do Nascimento Junior, a pandemia fará com que o consumo seja estagnando e deste modo, pode aumentar o desemprego. “A nossa prioridade é o trabalhador e o intuito dessas medidas é justamente não deixar que o desemprego no país e no Amazonas cresça. Mas, quando as contas continuam chegando, isso se torna difícil de combater, por esses motivos é necessário que as propostas sejam acatadas para evitar o colapso econômico”, ressaltou.

    Presidente da Eletros diz que medidas buscam evitar o colapso econômico
    Presidente da Eletros diz que medidas buscam evitar o colapso econômico | Foto: Arquivo Em Tempo

    Apesar de muitas empresas optarem por manter suas atividades com serviços de delivery, o atendimento não funciona para todos os segmentos, principalmente aqueles que possuem cargas pesadas e com difícil locomoção. “Para o segmento de eletrodomésticos, esse atendimento não é válido, mesmo que o consumidor opte por comprar um produto online, não terá ninguém para entregar e nem instalar o aparelho nas residências”, disse o presidente da Eletros.

    Jorge Junior ressaltou ainda que as medidas serão realizadas de forma conjunta com os governos federais e estaduais para conter os prejuízos econômicos.


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