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    DESEMPREGO


    Amazonas fecha abril com saldo negativo de 8.583 empregos formais

    O volume foi 158,5% pior que as perdas de março e puxou o fechamento negativo do primeiro quadrimestre do ano

    Manaus - AM 24.03.2020. Decreto fecha comércio não essencial. Foto: Lucas Silva | Foto: Lucas Silva

    Manaus  - No pior mês da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) para o Amazonas, o mercado de trabalho no Estado registrou, em abril deste ano, um saldo negativo de menos 8.583 empregos de carteira assinada, resultado do confronto entre as 5.709 admissões contra as 14.292 demissões. Uma diferencia negativa de mais de 60%, segundo dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (27), pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia

    O saldo negativo de abril foi 158,5% superior em relação a março deste ano, quando, diante do primeiro caso da Covid-19, registrado no dia 13, o terceiro mês do ano fechou negativo com menos 3.320. Ambos os resultados foram expressivos para o primeiro quadrimestre do ano, que encerrou com saldo negativo de menos 9.010 postos de trabalho formais, resultado das 45.869 admissões contra as 54.879 demissões ocorridas de janeiro a abril.

    O resultado de abril (-8.583) deixou o Amazonas com o segundo pior resultado da Região Norte do país, perdendo apenas para do Pará (-9.362). Já no acumulado do ano, o saldo negativo do mercado de trabalho amazonense (-9.010) superou o Estado vizinho, que encerrou o primeiro quadrimestre do ano com menos 6.935 empregos com carteira assinada.

    País

    Nacionalmente, o país fechou abril com menos 860.503 empregos formais em setores econômicos como comércio, serviços, indústria geral, construção civil e agricultura. O saldo negativo é resultado dos fortes indicadores da pandemia no período, com 598.596 admissões, contra 1.459.099 demissões, uma perda equivalente a 58,97%.

    O volume de contratações de abril deste ano foi 95,2% menor em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto a quantidade de demissões foi 17,2% maior. Sem os efeitos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), no mês de abril de 2019, o país fechou o Caged com saldo positivo de 129.601 postos de trabalho com carteira assinada, resultado do confronto entre as 1.374.628 admissões contra as 1.245.071 demissões, um saldo positivo de 10,4%.

    A queda no volume de contratações de abril de 2020 contribuiu de forma significativa para o saldo negativo de menos 763.232 empregos formais, no acumulado do ano - de janeiro a abril deste ano. Neste período, setores econômicos como indústria, comércio e serviços somaram 4.999.981 contratações contra 5.763.213 demissões, uma diferença percentual de 13,24%.

    No comparativo com o mesmo período do ano passado, as contratações do primeiro quadrimestre de 2020 foram 9,57% menores, já as demissões foram 10,5% maiores. Enquanto de janeiro a abril de 2019, o governo registrou 5.529.457 admissões, o número de demissões foi de 5.215.622, um saldo positivo de 313.835. 

    De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, em valores nominais, São Paulo registrou o pior desempenho, com saldo negativo de menos 260.902 empregos de carteira assinada. O Estado é seguido por Minas Gerais (-88.298), Rio de Janeiro (-83.626) e Rio Grande do Sul (-74.686).

    Mudanças

    Esta é a primeira divulgação do Caged após o preenchimento de informações da base de dados passar para o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Com a mudança, o cumprimento de 13 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas fica centralizado em um só sistema e aumenta a qualidade da informação e há aperfeiçoamento do registro administrativo.

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