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    RETOMADA ECONÔMICA


    Número de famílias endividadas diminui 7,2% de abril a junho no AM

    Com a paralisação do comércio, a quantidade de pessoas com dívidas cresceu em março, mas até julho o volume caiu

    Fecomércio-AM diz que número aponta que economia do Estado está se recuperando | Foto: Lucas Silva

    Manaus - O número de famílias endividadas registrou uma curva decrescente de abril a junho, no Amazonas. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) e demonstram que março apresentou 541.459 pessoas com dívidas, mas em julho foram somente 502.167, o equivalente a uma redução de 7,2%, com 39.292 famílias endividadas a menos. Os números podem significar uma recuperação da atividade econômica no estado.

    Os dados, disponibilizados à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), colocam março como um dos meses em que os amazonenses ficaram mais endividados no primeiro semestre. Número que se explica por ser justamente o mês em que o comércio foi paralisado no Amazonas, por conta da pandemia da Covid-19, o que ajudou a agravar e a situação do desemprego.

    Em março, o comércio foi paralisado no Amazonas
    Em março, o comércio foi paralisado no Amazonas | Foto: Lucas Silva

    Com a chegada do mês de abril, o número de famílias com dívidas caiu para 531.454, uma redução de 1,8% em relação a março. Na passagem para o mês de maio (523.167) o cenário foi de uma redução de 1,5%. Já no confronto de maio com junho (513.579) a redução de famílias endividadas no Amazonas foi de 1,8%. A maior redução veio na passagem de junho para junho 502.167), com um recuo de 2,2%.

    Segundo o presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota, os dados levantados são importantes para demonstrar que a economia do Estado pode estar se recuperando, mesmo que lentamente. “A queda é favorável, pois representa uma recuperação da atividade comercial como um todo. Com a diminuição nesses números, a receita e a vendas do comércio são favorecidas, uma vez que quanto menos dívidas, mais capacidade de compra os amazonenses têm”, explica.

    Presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM)
    Presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM) | Foto: Divulgação

    Contudo, a pesquisa também expressa que aqueles que não terão condições de pagar as dívidas no mês seguinte só aumentou. Em março, mês mais crítico da crise gerada pela pandemia, 76.066 pessoas não estavam em condições de arcar com seus endividamentos, já em julho esse número cresceu para 90.637, apresentando uma diferença de 19,1%.

    Cartão de crédito e os carnês

    O estudo revela também os principais tipos de dívida no mês de julho, sendo elas em sua maior parte no cartão de crédito, correspondendo a 95,5% do total. Em segundo lugar estão os carnês (66,1%), seguido das dívidas no crédito consignado (28,4%) e atingindo a menor porcentagem quando relacionadas à cheque especial e cheque pré-datado, ambos, com 1,5%.

    Os responsáveis pela pesquisa descrevem que o endividamento, além das fortes implicações econômicas em termos pessoais e familiares, e dos graves problemas psicológicos e sociais que lhe estão associados, também apresenta efeitos sobre o setor real da economia.

    O endividamento apresenta efeitos sobre o setor real da economia
    O endividamento apresenta efeitos sobre o setor real da economia | Foto: Arquivo EM TEMPO

    “É natural que a proliferação de casos de famílias incapazes de cumprir seus compromissos financeiros seja acompanhada da contração das despesas de consumo privado, especialmente de bens de consumo duradouro, via racionamento do crédito: os casos de insolvência das famílias afetam os níveis de confiança necessários ao normal funcionamento do mercado de crédito”, comentam.

    Discordância

    De acordo com o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, a pesquisa feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) não corresponde com a realidade apresentada atualmente no Amazonas. “Esses levantamentos quase não existem em Manaus, então eles representam mais um desenho a partir de um pequeno retrato do que um resultado confirmado”, justifica.

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