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    DUAS RODAS


    Produção de motocicletas no PIM fecha com queda de janeiro a julho

    Polo de duas rodas cresceu 25,3% na produção de julho, mas encerrou 22,1% negativo no acumulado de dos sete meses do ano

    Abraciclo avalia que alta em julho representa um alívio frente aos impactos da pandemia
    Abraciclo avalia que alta em julho representa um alívio frente aos impactos da pandemia | Foto: Arquivo Em Tempo/Ione Moreno

    Manaus - Sob os efeitos da pandemia da Covid-19, o segmento de motocicletas do Polo Industrial de Manaus (PIM), se mantém com produção retraída (-22,1%) no acumulado do ano, de janeiro a julho (490.137 unidades), em relação ao mesmo período de 2019 (628.818 unidades). A alta de 25,3% em julho frente a junho, não foi suficiente para cobrir as perdas do período crítico da crise sanitária, quando empresas fecharam as portas total e parcialmente, de abril a junho

    As fabricantes do setor produziram em julho 97.920 unidades no PIM, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). O volume produzido corresponde foi 25,3% superior a junho (78.130 unidades) e 6,8% maior ante o total do mesmo mês do ano passado (91.713 unidades).

    Apesar da negativa no acumulado do ano, o resultado de julho chega como uma dose de esperança para o setor, segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian. “Esses números representam um alívio diante da situação enfrentada até o momento com os impactos da pandemia da Covid-19, pois mostram uma curva ascendente de produção, com recuperação gradativa dos volumes nas fábricas”, afirma.

    Para Ferminian, o setor ainda enfrenta um desequilíbrio entre oferta e demanda em relação a determinados modelos de motocicletas, porque as fábricas tiveram quase dois meses de paralisações em função das medidas adotadas para a prevenção ao contágio e, a partir daí, passaram a realizar ajustes necessários para a adequação da produção.

    Vendas no atacado

    As fábricas venderam no atacado - para as concessionárias – o total de 91.454 motocicletas, em julho. O volume que correspondeu a um crescimento de 20% em relação ao mês anterior (76.189 unidades) e alta de 4,8% frente a julho do ano passado (87.240 motocicletas).

    Assim como na produção do setor, no acumulado do ano, as vendas no atacado somaram 468.573 unidades, significando uma queda de 23,9% na comparação com o mesmo período de 2019 (616.133 unidades).

    Emplacados

    Em julho os emplacamentos cresceram em relação junho. Segundo levantamento do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), analisado pela Abraciclo, foram licenciadas 85.148 motocicletas, correspondendo a uma alta de 85,7% na comparação com junho (45.855 unidades) e recuo de 5,4% em relação a julho de 2019 (90.048 unidades).

    A média diária de vendas em julho, que teve 23 dias úteis, foi de 3.702 unidades, indicando um crescimento de 61,4% na comparação com junho do presente ano (2.293 unidades/dia e 20 dias úteis). Em relação a julho de 2019 (3.915 unidades/dia), que também teve 23 dias úteis, houve um recuo de 5,4%.

    “Ao avaliar o desempenho do mercado pela média diária de vendas de cada quinzena de março a julho, verifica-se um crescimento constante e, portanto, consistente, desde o final de maio até os dias atuais. Esta evolução decorre da retomada dos níveis de produção das fábricas e, simultaneamente, da flexibilização e expansão das atividades comerciais nas cidades brasileiras”, diz Fermanian.

    A região Sudeste, onde foram licenciadas 31.309 motocicletas, liderou o ranking de emplacamentos em julho, o que representa 36,8% do mercado. O Nordeste vem logo depois 21.059 unidades (31,8% de participação), seguido do Norte (11.257 unidades e 13,2% de participação), Sul (7.931 unidades e 9,3% de participação) e Centro-Oeste (7.592 unidades e 8,9% de participação).

    São Paulo foi o Estado que registrou o maior número de emplacamentos em julho: no total foram licenciadas 20.822 motocicletas. Em segundo lugar ficou Minas Gerais com 6.638 emplacamentos, seguido por Bahia com 5.816, Pará com 5.710 e Pernambuco com 5.194 unidades. No acumulado do ano as vendas no varejo somaram 435.289 unidades, correspondendo a uma retração de 29,8% em relação ao mesmo período do ano passado (620.082 motocicletas).

    Exportações

    Em julho foram exportadas 4.432 motocicletas, significando um aumento de 50,5% em relação a junho (2.945 unidades) e uma alta de 59% na comparação com o mesmo mês do ano passado (2.788 unidades).

    De acordo com os dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat, que registra os volumes de embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, o principal destino das motocicletas fabricadas no Polo de Manaus foi a Colômbia (1.228 unidades e 31,7% do volume total exportado). Na sequência vieram Argentina (884 unidades e 22,8%) e Estados Unidos (700 e 18,1%).

    No acumulado do ano até julho as exportações somaram 14.864 unidades, o que significou um recuo de 35,9% na comparação com o mesmo período de 2019 (23.180 unidades). A Argentina liderou o ranking no período, com 5.169 motocicletas e 35,8% do volume total exportado. Em segundo lugar ficou a Colômbia (2.972 unidades e 20,6%), seguida pelos Estados Unidos (2.151 unidades e 14,9%).


    *Com informações da assessoria

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