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    Mercado de Trabalho


    Pessoas trabalhando nas ruas cresce 120% em oito anos, no Amazonas

    Estudo do IBGE aponta que de 2012 para 2019 a ocupação de amazonenses nas ruas saltou de 47 mil para 103 mil

    Alta da ocupação nas ruas coincide com a redução na indústria e construção civil
    Alta da ocupação nas ruas coincide com a redução na indústria e construção civil | Foto: Arquivo Em Tempo

    Manaus - Com a redução de oportunidades no mercado de trabalho formal, o número de amazonense que passaram a trabalhar nas ruas, de 2012 a 2019, registrou um crescimento de 47 mil para 103, aproximadamente, uma alta equivalente a 120%. Os dados Pnad Contínua - Características de Mercado de Trabalho, foram divulgados, nesta quarta-feira (26), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Outro segmento de ocupação que cresceu nessa evolução de oito anos foi o volume de pessoas que trabalhavam em domicílio de residência, que passou de 36 mil para 79 mil pessoas. O crescimento destas duas categorias de pessoas ocupadas coincide, com a queda no número de ocupação na indústria e da construção civil amazonense, ao mesmo tempo em que cresceu o volume de ocupação como empregador ou conta própria nos serviços e no comércio, segundo o IBGE.

    Em 2019, no Amazonas, a população ocupada foi estimada em 1,65 milhões de pessoas, representando um acréscimo de 3,6% em relação a 2018 (1,60 milhão de pessoas) e de 16,3% frente a população de 2012 (1,41 milhão de pessoas).

    Ao longo do ano passado, o principal grupamento de atividade do mercado de trabalho do Amazonas foi comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, que representou 19,8%, o que equivale a 327 mil pessoas ocupadas nesse grupo. O segundo, foi o da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que representou 18,1%, o que equivale a 298 mil pessoas. O da administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais representou 17,8%, o que equivale 294 mil pessoas.

    Outros agrupamentos

    No Amazonas, em relação aos outros grupos, a indústria geral representou, em 2019, 10,8%, o que equivale a 178 mil pessoas ocupadas. A informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas representou 7,4%, o que equivale a 123 mil pessoas ocupadas. O alojamento e alimentação representou 5,9%, o que equivale a 97 mil pessoas ocupadas. O transporte, armazenagem e correio representou 5,8%, o que equivale a 97 mil pessoas ocupadas. A construção representou 5,6%, o que equivale 93 mil pessoas ocupadas. O outro serviço representou 4,6%, o que equivale a 76 mil pessoas ocupadas. E, por último, o serviço doméstico representou 4,2%, o que equivale a 70 mil pessoas.

    Na comparação da evolução de 2012 a 2019, os grupos que tiveram aumento no número de pessoas ocupadas foram: agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 298 mil pessoas ocupadas em 2019 frente a 267 mil em 2012; o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com 327 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 255 mil pessoas;  o transporte, armazenagem e correio com 97 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 81 mil pessoas; alojamento e alimentação com 97 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 58 mil pessoas.

    A lista segue com os grupos informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 123 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 101 mil pessoas; e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais com 294 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 252 mil pessoas. Os grupos que tiveram queda foram a indústria, com 178 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 183 mil pessoas em 2012; a construção, com 93 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 102 mil pessoas.


    *Com informações da IBGE

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