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    Dolár


    Dólar tem maior alta mensal desde março

    Moeda fechou o dia com alta de 1,20%, cotado a R$ 5,48

    Em agosto, o dólar subiu 5,02% - maior alta mensal desde os 15,92% de março passado
    Em agosto, o dólar subiu 5,02% - maior alta mensal desde os 15,92% de março passado | Foto: Divulgação

    O dólar fechou em alta de mais de 1% ante o real na última sessão de agosto, mês de intensa pressão no câmbio devido a incertezas políticas e fiscais que mantiveram o real como a moeda relevante mais volátil do mundo.

    O dólar subiu 1,20% nesta segunda-feira (31), cotado a R$ 5,4807, depois de cair 2,93% na sexta-feira (28), maior desvalorização diária desde o começo de junho.

    Em agosto, o dólar subiu 5,02% - maior alta mensal desde os 15,92% de março passado. Em 2020, a moeda acumula alta de 36,58%.

    A alta do dólar neste começo de semana esteve associada a um dia menos auspicioso no exterior, em que moedas emergentes e bolsas de valores se desvalorizaram, enquanto ativos seguros, como os Treasuries, ganharam terreno, conforme investidores deram uma pausa à espera de mais notícias que justifiquem o rali recente dos mercados.

    No Brasil, o movimento do dólar permaneceu, ao longo do mês, relacionado à incerteza sobre o rumo das contas públicas - e assim deve continuar. Agosto foi marcado por ruídos entre a equipe econômica e alas do governo em defesa de mais gastos e flexibilização de regras fiscais.

    Dados divulgados pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira mostraram que a dívida bruta brasileira, considerada a principal medida da saúde fiscal do país, subiu 10,7 pontos percentuais no ano até julho, ao patamar recorde de 86,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

    Também nesta segunda, a equipe econômica aumentou o deficit primário previsto para o governo central para R$ 233,6 bilhões de reais em seu projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do ano que vem encaminhado ao Congresso.

    Bolsa de Valores

    O Ibovespa, índice de referência da bolsa brasileira, a B3, fechou em queda nesta segunda-feira, com preocupações sobre a situação fiscal no país ainda minando o sentimento dos investidores, no começo de uma semana com agenda econômica de peso, incluindo a esperada definição de auxílio emergencial e desempenho do PIB brasileiro no segundo semestre.

    O índice caiu 2,09%, a 100.006,95 pontos, encerrando agosto com declínio acumulado de 2,82%, primeira perda mensal desde março, conforme dados preliminares, que mostravam um giro financeiro de R$ 21,7 bilhões na sessão.

    Investidores aguardam a definição do valor do auxílio emergencial, prevista no mercado para amanhã. A terça-feira também tem na pauta econômica o desempenho do PIB do país no segundo trimestre.

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