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    BR-319


    Reconstrução da BR-319 custará R$ 220 milhões ao Governo Federal

    Até o momento, os primeiros 198 quilômetros da rodovia e os 164 quilômetros finais foram revitalizados

     

    O trecho lote C, que abrange o quilômetro 198 ao 250, deve ter a pavimentação finalizada até 2022
    O trecho lote C, que abrange o quilômetro 198 ao 250, deve ter a pavimentação finalizada até 2022 | Foto: Brayan Riker

    Manaus – Responsável por solucionar o problema logístico e a distância entre o Amazonas e o restante do país, a BR- 319 representa uma conquista para os amazonenses. Com aproximadamente 877 quilômetros de extensão, a rodovia começou a ser reconstruída em setembro de 2020. O trecho lote C (Charlie), que abrange o quilômetro 198 ao 250, deve ter a pavimentação finalizada até 2022 e custará R$220 milhões, segundo a publicação no Diário Oficial da União (DOU). O senador Eduardo Braga afirma que a reconstrução da estrada representa maior desenvolvimento econômico e social no estado.

    Em dezembro do ano passado, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, assinou o contrato dos primeiros 52 quilômetros da rodovia. Na ocasião, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) assinalou o contrato para asfaltar os 52 quilômetros do trecho C (Charlie). A reconstrução desse trecho tem o custo de R$ 165, milhões e deve ser concluída em até 1.080 dias.

    Em outubro do ano passado, o governador do Amazonas, Wilson Lima, e o ministro estiveram no município de Humaitá para assinar a ordem de serviço para a manutenção de três segmentos da BR-319. Além de integrar Manaus e Porto Velho, o trajeto dá acesso aos municípios de Humaitá, Manicoré e Lábrea.

    Esses três trechos foram divididos por etapas. O primeiro lote faz parte do Km 178,50 até o Km 260,7, com seus 82,20 quilômetros de extensão. O segundo pertence ao Km 261,10 e se estende até o Km 346,20, que dá um total de 85,10 quilômetros. E, por último, o Km 346,20, que dá acesso à BR-174 com a AM-364, com a extensão de 86,90 quilômetros.

    Apoio

    Logo no início das negociações, o governador disse que esse é momento para aproveitar o apoio do Governo Federal. “Nós não podemos retroagir de onde chegamos com as tratativas da BR. Agora, é preciso que a gente mantenha essa chama acesa, que o Brasil possa entender por que nós queremos a rodovia. E não é só do ponto de vista econômico, vejo muito mais pela parte social, da garantia do direito de ir e vir do cidadão. Hoje o Amazonas e o estado de Roraima estão isolados do restante do Brasil por via terrestre”, afirma.

    Para o senador Eduardo Braga, a pavimentação da rodovia, depois de décadas, representa o sonho dos amazonenses se tornando realidade, tendo em vista o rompimento do isolamento terrestre, que segue impedindo um maior desenvolvimento da região. 

    “A BR-319 asfaltada significa produtos mais baratos para o consumo da população e escoamento facilitado do que é produzido no Polo Industrial de Manaus (PIM). Com mais circulação de mercadorias, mais consumo, mais geração de emprego e renda. O triste episódio envolvendo a falta de oxigênio nos hospitais do estado demonstrou o quanto é urgente e necessária a pavimentação dessa rodovia. Caso estivesse em plenas condições de tráfego, as cargas chegariam rapidamente e inúmeras vidas seriam salvas”, salienta Braga.

    O senador ainda conta como está o processo de revitalização atualmente. Com a formalização do contrato no final do ano passado do lote Charlie, que estava paralisado há quase 20 anos, o processo de liberação do trecho do meio, entre os quilômetros 250 e 655, já está em andamento.

     

    Para o senador Eduardo Braga, a pavimentação da rodovia representa o sonho dos amazonenses
    Para o senador Eduardo Braga, a pavimentação da rodovia representa o sonho dos amazonenses | Foto: Brayan Riker

    Obstáculos

    Apesar dos avanços, os 400 quilômetros do trecho do meio não estão asfaltados e passam por uma análise sobre o impacto ambiental para as comunidades indígenas próximas e para o meio ambiente. No entanto, os 52 do lote Charlie possuem a liberação e, até o momento, os primeiros 198 quilômetros da BR-319 e os 164 quilômetros finais já foram revitalizados.

    “Desde agosto, técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) avaliam o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da obra definitiva nesse trecho de 400 quilômetros. Trata-se de um procedimento inédito nos últimos dez anos, pois a instituição vinha recusando reiteradas tentativas de apresentação dos documentos por não atenderem todos os requisitos impostos pela legislação federal”, esclarece.

    Segundo o economista Ailson Rezende, os recursos para a revitalização vêm diretamente do Ministério da Infraestrutura, por intermédio do DNIT. Porém, eles não representam o maior dos empecilhos. “Os entraves estão em conseguir as licenças ambientais dos trechos a serem recuperados. Para liberação da licença ambiental, o Ibama está colocando muitas dificuldades, até mais do que deveria, no Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima)”, ressalta.

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