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    Governo Federal


    Postos serão investigados por não reduzir preço dos combustíveis

    Nos primeiros 40 dias do ano, gasolina acumula queda de 11% e diesel 6,9%, mas segundo o Governo Federal, não houve reflexo nas bombas

    O preço médio da gasolina em Manaus é de R$ 4,29 segundo o Sindicam | Foto: Divulgação

    Manaus - A cotação do preço da gasolina sofreu mais uma alteração nesta sexta-feira (9), uma redução de 3%. Essa é a maior desde o início deste ano e a segunda redução consecutiva anunciada pela Petrobras, que já havia reduzido, na quinta-feira (8), 1,5%. Porém, a falta de reflexo no preço estipulado nas bombas, se tornou alvo de desconfiança do Governo Federal - que ordenou que os postos sejam investigados. Em Manaus, o preço médio da gasolina se mantém em R$ 4,29.

    A Petrobras adotou uma nova política de composição de preços desde o ano passado, que prevê reajuste quase que diariamente. De acordo com informações fornecidas pelo próprio site da Petrobras, apenas este ano, do dia 3 de janeiro até esta sexta-feira (9), a gasolina, entre aumentos e quedas no preço para as refinarias, já acumula uma redução no valor de 11,1%. No mesmo período, o diesel acumula redução de 6,9%.

    A Petrobras também já anunciou um novo reajuste para o preço do diesel para este sábado (10), que será de 0,2%. Para a gasolina não teve alteração, permanecendo o último aumento.

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    O vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcool e Gás Natural do Amazonas (Sindicam), Geraldo Dantas, explicou que as reduções não têm acontecido com mais frequência nas bombas, porque até dezembro de 2017, retirando os primeiros 40 dias deste ano, ocorreram mais aumentos do que reduções.

    “A Petrobras para ter uma queda considerável no preço, tem que reduzir mais do que o aumento. Até o dia 2 de janeiro deste ano, os aumentos somaram quase R$ 0,20 (centavos) e os postos não repassaram esse aumento para o consumidor. A redução quando correu foi pequena. Ou seja, no fim das contas teve mais aumento do que redução”, detalha Dantas.

    Dantas disse ainda que não sabe se esse último reajuste terá influência no preço dos postos de Manaus. “No caso dos meus postos, vai continuar o mesmo preço por conta da compensação. Nos outros postos não sei como vai ficar porque cada empresa tem sua política de preço”, contou.

    Investigação

    O presidente Michel Temer determinou que a Polícia Federal (PF) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fiscalizem os postos, por considerar uma “agressão ao consumidor” o fato das reduções de preços da gasolina não serem repassadas aos consumidores nas bombas. “O governo não vai permitir esse comportamento”, declarou.

    O presidente explicou que “a Petrobras decidiu fazer os aumentos ou as reduções de acordo com os preços internacionais. Quando tem aumento, a bomba de gasolina registra o aumento e quando tem redução, não registra a redução. Não vamos permitir isso. Vamos colocar a Polícia Federal, o Cade, atrás dessa fiscalização para impedir essa espécie de quase agressão ao consumidor. Essa providência está sendo tomada”, disse.

    Sobre a investigação do governo Federal, o vice-presidente do Sindicam concordou que Temer está certo em mandar investigar, mas deveria investigar, não somente as reduções, mas também porque os aumentos não chegam nas bombas. “Não é só a redução que não chega, quando aumenta o preço nas refinarias, os postos também seguram o preço. Mas acho válida, toda investigação é válida, a população tem que ser esclarecida”, comenta.

    Edição: Bruna Souza

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