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    Façanha


    Técnico do Nacional relembra feito histórico em La Bombonera

    Quinze anos depois, Lecheva conta detalhes da vitória do Paysandu-PA contra o Boca Juniors de Tevez e Schelotto

    Questionado sobre o segredo daquele elenco do Paysandu, Lecheva afirmou que o entrosamento dos jogadores fazia diferença
    Questionado sobre o segredo daquele elenco do Paysandu, Lecheva afirmou que o entrosamento dos jogadores fazia diferença | Foto: Janailton Falcão

    Manaus - Na noite do dia 24 de abril de 2003, a mística La Bombonera, em Buenos Aires (ARG), foi calada por um representante do futebol do Norte. Mesmo após duas expulsões – Róbson e Vânderson –, o Paysandu-PA conseguiu um feito histórico. Com gol solitário do atacante Iarley, o Papão da Curuzu derrotou o temido Boca Juniors, no primeiro duelo das oitavas de final da Copa Libertadores daquele ano.

    A vitória Bicolor foi histórica, pois apenas o Santos de Pelé e o Cruzeiro de Nelinho tinham conseguido tal façanha. Quinze anos depois, um dos principais representantes daquele feito tem uma missão tão difícil quanto - subir o Nacional para a Série C. Atual técnico do Leão da Vila Municipal, o ex-meia Lecheva relembra o dia que ajudou a colocar o futebol nortista no radar dos estrangeiros.

    Lecheva esteve presente na vitória do Paysandu sobre o Boca Juniors por 1 a 0, em La Bombonera.
    Lecheva esteve presente na vitória do Paysandu sobre o Boca Juniors por 1 a 0, em La Bombonera. | Foto: Divulgação

    Conhecido pela boa visão de jogo, passes precisos e bons chutes de média e longa distância, Lecheva logo caiu nas graças da fanática torcida bicolor. Pelo clube paraense, o meia-atacante conquistou títulos importantes, como a Copa Norte e a Copa dos Campeões, em 2002. Todavia, o momento mais memorável de sua passagem pela Curuzu foi a vitória sobre o Boca, que colocou o Paysandu na história do futebol sul-americano.

    “Foi um fato histórico para todo futebol do Norte, e não apenas para o Paysandu. Foi importante para o futebol brasileiro, porque se trata de uma vitória sobre o mais temido rival dos times brasileiros. Então, a vitória em La Bombonera é um fato que tem que ser comemorado e registrado. Graças a Deus, fiz parte daquele grupo. Até hoje, essa vitória é comemorada, não apenas pelo clube ou seus torcedores, mas por todo o país. Fico feliz de ter feito parte dessa história épica”, enfatizou Lecheva, que ainda revelou ter entrado em campo disposto a aproveitar cada momento do duelo contra o “bicho papão” argentino.

    “Foi uma sensação de adrenalina muito grande. Estivemos na véspera do jogo no estádio para fazer o reconhecimento. No dia do jogo, eu estava muito tranquilo. Tentei aproveitar ao máximo aquele momento, porque não é todo dia que você vai jogar numa La Bombonera contra o Boca Juniors pela Libertadores. Então, aproveitei ao máximo e muito bem. Hoje, depois de 15 anos, ainda estou falando daquela vitória por toda a história mística do Boca e da La Bombonera. Com certeza, cada atleta deu um pulo na carreira. Não é todo dia que você joga um jogo desse tamanho e sai de campo vencedor”, frisou o treinador do Nacional.

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    Questionado sobre o segredo daquele elenco do Paysandu, Lecheva afirmou que o entrosamento dos jogadores fazia diferença. “Em nenhum jogo, o grupo mudou a postura, independente da tradição da equipe e de ser a primeira vez que um time do Norte disputava a competição. Tínhamos muita confiança um no outro. Não tínhamos jogadores de “nome”, eram apenas os “guerreirinhos da bola” que se encaixavam muito bem. Depois desse jogo, muitos atletas brilharam em outros times do futebol brasileiro. Nosso entrosamento era extraordinário”, disse Lecheva, que concluiu revelando não esperar que outra equipe do Norte chegue tão cedo a uma competição continental.

    “Sabemos que na região Norte é muito complicado fazer futebol. Os clubes não têm calendário anual. Apenas uma equipe está na Série B. Assim fica difícil. Acredito que um pouco de planejamento melhor ajudaria a nos fazer sonhar que um clube do Norte voltasse a disputar uma Libertadores. Porém, isso está longe de acontecer”, finalizou o comandante leonino.

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