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    Brasileirão Feminino


    ‘Não temos dinheiro pra nada’, diz diretor técnico do Iranduba

    Declaração foi dada após CBF divulgar calendário do Brasileirão Feminino

    Diretor presidente do Iranduba diz que time não tem jogadoras suficientes
    Diretor presidente do Iranduba diz que time não tem jogadoras suficientes | Foto: Divulgação

    Manaus - O novo calendário do Campeonato Brasileiro Feminino Série A-1, divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta quarta-feira (29), prevê - inicialmente - dez jogos a serem disputados pelo Esporte Clube Iranduba. Entretanto, em conversa com o jornal EM TEMPO nesta quinta-feira (30), o diretor técnico do Hulk da Amazônia - Lauro Tentardini - afirmou que o clube “não tem dinheiro pra nada”. 

    Segundo o novo cronograma da CBF, o Iranduba disputará quatro partidas em menos de 15 dias, em pontos distintos do país. Inicialmente, no dia 30 de agosto, o time joga contra o Vitória (BA), em Salvador. Já no dia 6 de agosto, o time encara o Flamengo (RJ) na Arena da Amazônia, em Manaus. 

    Em seguida, no dia 9, o Hulk entra em campo contra o Grêmio (RS), em local ainda não definido. Por fim, joga contra o Internacional (RS), na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. 

    O calendário recheado de partidas não reflete a fase financeira vivida pelo clube, que precisou criar uma “vaquinha” depois de tomar um calote de seu principal patrocinador. Até às 17h desta quinta, a página “Ajuda para o Iranduba”, no site Vakinha.com, havia arrecadado cerca de R$ 4,8 mil dos R$ 900 mil previstos.

    “Nós temos dez jogos pela frente. Não temos mais time pra jogar e não temos jogadoras suficientes para entrar em campo (...) Até hoje a gente não viu a cor do dinheiro e, com isso, os salários vão se atrasando e se acumulando. De graça ninguém vai trabalhar, porque o futebol feminino não é mais amador. Não estamos conseguindo o apoio de ninguém. Especialmente nesse tempo de pandemia”, explicou Tentardini. 

    O diretor presidente diz ainda que a possibilidade de deixar a competição não foi descartada, mas ressalta que a iniciativa trará punições ao clube. 

    “Vejo com muita dificuldade. Não temos dinheiro pra nada. Se o Esporte Clube Iranduba desistir, além de ter uma multa severa, ele pode ficar alguns anos sem poder participar de competição nacional. Um projeto que foi considerado referência três anos atrás, foi o que levou Manaus a ser a capital do futebol feminino brasileiro. [Agora] as dívidas se acumulam com os funcionários e atletas. Nós temos as dívidas também de laboratório, no caso de exame das meninas, com agência de viagens, das passagens pra elas virem jogar em Manaus. Então é uma situação bem complicada”, completou. 

    Criando alternativas

    Além do projeto de financiamento coletivo criado pelo Iranduba, uma outra iniciativa tenta ajudar o clube a se reerguer. Em junho, um grupo de de mulheres engajadas com o futebol feminino deu origem ao “Avante Hulk”, que visa angariar fundos para o clube.

    Em troca, os doadores concorreriam a sete camisas oficiais que seriam sorteadas. No sorteio, foram incluídos dois uniformes do Iranduba, dois do Corinthians, um do Internacional, um do Palmeiras e um da seleção brasileira, com direito ao autógrafo da atacante Cristiane. 

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