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    Quando um time brasileiro conquista a Libertadores, ele vai longe

    Flamengo teve um começo de ano turbulento

    Flamengo teve um começo de ano turbulento
    Flamengo teve um começo de ano turbulento | Foto: Reprodução

    O Flamengo teve um começo difícil. A saída de Jorge Jesus tomou os noticiários por semanas, ele renovou o contrato, mas ainda durante a pandemia saiu, logo após conquistar mais um torneio. Infelizmente o português não terá a chance de tentar algo bastante curioso: quando equipes brasileiras conquistam a Libertadores, é provável que no ano seguinte tenham boa campanha.

    Isso é um excelente argumento para fazer uma aposta esportiva on-line que confirme essa caminhada longa do Fla rumo ao tri. Vamos conferir o que diz a história?

    Santos emendou uma conquista com outra

    Começamos com o Santos de Pelé, que venceu heroicamente o Peñarol na Libertadores de 1962, com o jogo final sendo um 3 a 0 no Monumental de Nuñez. Era a partida de desempate depois do Peixe ganhar no Uruguai e os encardidos rivais vencerem na Vila Belmiro.

    Por ser campeão, o alvinegro praiano entrou nas semis, não precisando disputar a fase de grupos, de onde saiu o Botafogo. O duelo Pelé x Garrincha teve empate no Pacaembu e vitória de goleada do Santos no Maracanã, 4 a 0. Na final, o Boca Juniors foi derrotado no Maracanã e na Bombonera.

    Em 1964 a sequência foi encerrada com o Santos perdendo para o Independiente nas semis com arbitragem tendenciosa.

    Continuando, na história, o Cruzeiro teve uma conquista brilhante em 1976, batendo o River Plate em um jogo de desempate. Infelizmente, no ano seguinte, o time perdeu para o Boca Juniors, também em um jogo desempate e nos pênaltis.

    Em 1981 o Flamengo foi campeão pela primeira vez, batendo o Cobreloa, mas sua defesa do título em 1982 não foi boa, caindo nas semis, onde tinha sido alçado por ser o campeão.


    Já o Grêmio foi melhor.

    Campeão em 1983 contra o Peñarol, o time também entrou nas semis, mas passou por Flamengo e Universidad Los Andes nesse triangular meio torto até chegar à final. Infelizmente o Tricolor perdeu por 1 a 0 após 180 minutos contra o Independiente.

    O São Paulo foi o time que conseguiu repetir o feito do Santos, conquistando em 1992 o título e em 1993 repetindo, batendo Newell’s Old Boys e Universidad Catolica na sequência. A equipe podia até ter sido tri mais rápido, mas perdeu na final de 1994 contra o Velez Sarsfield, nos pênaltis.

    O Palmeiras teve destino similar. Campeão em 1999 contra o Deportivo Cali, o time voltou à final da Libertadores em 2000, mas perdeu nas penalidades máximas contra o Boca Juniors.

    Viu como há uma tendência forte de campeão ter uma forte campanha no ano seguinte?

    Grêmio, Cruzeiro e Vasco também foram campeões nos anos 90 e chegaram nas semis, oitavas e oitavas.

    Em 2005 o São Paulo foi tricampeão da América eliminando o River Plate nas semis e goleando o Atlético-PR no jogo final. Em 2006 outra final brasileira, contra o Internacional. Deu colorado, que foi campeão do mundo no fim do ano.

    O Inter é a equipe que é a exceção da regra

    Em 2007 caiu na fase de grupos, ficando atrás de Velez e Nacional na fase de grupos. O clube foi campeão em 2010 contra o Chivas Guadalajara, mas em 2011 caiu nas oitavas para o Peñarol.

    Já o Santos, depois de quase cinco décadas, voltou a ser campeão, agora com Neymar como estrela. E no ano seguinte era um dos favoritos ao título, mas caiu para o Corinthians nas semifinais. É uma campanha boa, mas que dói porque o arquirrival foi campeão pela primeira vez na sua história. Em 2013 o time continuava forte, mas caiu nas oitavas. Aqui vale um asterisco: foi para o Boca Juniors, na reedição da final de 2012, com uma arbitragem horrorosa que prejudicou a equipe paulista.

    Falando em campeões inéditos, o Atlético-MG teve uma campanha que não é recomendada para cardíacos, vencendo aos trancos e barrancos até sua primeira conquista de Libertadores em 2013. Mas em 2014 não deu para fazer o mesmo, caindo para o Atlético Nacional, sendo a última exceção.

    Por fim, o Grêmio, campeão em 2017 depois de duas décadas, que chegou nas semis em 2018 e foi eliminado nos últimos minutos pelo River Plate, levando dois gols no fim.


    Em resumo

    O Flamengo pode se sentir bem, além do timaço que tem, para fazer uma campanha forte na Libertadores na defesa do título.

    Assim como o Santos de 1962, que repetiu em 63 e foi finalista em 64, o Cruzeiro campeão em 76 e finalista em 77, o Grêmio campeão em 83 e vice em 84, o Palmeiras campeão em 99 e vice em 2000, o São Paulo campeão em 92 e 93, vice em 94, campeão em 2005, vice em 2006 e o Tricolor Gaúcho, campeão em 2017, semifinalista em 2018.

    Se vai dar título é outra coisa, afinal a competição é uma caixinha de surpresas. O torcedor rubro-negro sabe disso da final de 2019. Ainda bem que Gabigol estava no comando do ataque.


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