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    Saúde


    Coqueluche pode atacar bebês e pais devem estar atentos

    Sabe aquela história de que crianças recém-nascidas não devem receber muitas visitas e nem serem muito beijadas.? Pois é, é fato. Elas ainda não receberam todas as doses de vacinação e nem estão com o sistema imunológico formado

    | Foto: Reprodução

    Sabe aquela história de que crianças recém-nascidas não devem receber muitas visitas e nem serem muito beijadas.? Pois é, é fato. Elas ainda não receberam todas as doses de vacinação e nem estão com o sistema imunológico formado, portanto o ideal é que fiquem de repouso, sendo cuidadas pelos familiares e sem muita movimentação. Uma das doenças que pode aparecer em crianças é a coqueluche.

    O que é Coqueluche?

    A coqueluche é uma doença respiratória altamente contagiosa, causada por uma infecção bacteriana e que atinge principalmente crianças e adolescentes. É geralmente marcada por tosse severa e seca, seguida por uma ingestão aguda de ar que soa como um "grito”.

    As mortes associadas à doença são raras, mas podem acontecer principalmente em bebês. Por isso, é muito importante que grávidas - e outras pessoas que entrarão em contato com uma criança que está por nascer - sejam vacinadas contra coqueluche.

    Causas

    A coqueluche é causada pela infecção de uma bactéria chamada Bordetella pertussis - daí a doença ser conhecida também apenas como "pertússis". Esse microrganismo atinge o topo da garganta (faringe), dando origem às fortes tosses.

    Como é a transmissão da coqueluche?

    Quando uma pessoa infectada com coqueluche espirra, fala ou ri, pequenas partículas de saliva ou muco contendo a bactéria são lançadas no ar. Então, a doença consegue infectar outras pessoas que respiram o ar contendo essas partículas.

    Além disso, a bactéria pode contagiar outras pessoas caso o infectado entre em contato com alguém após espirrar ou tossir, cobrindo a boca e nariz com as mãos, que ficam contaminadas com as bactérias.

    O período de incubação da doença varia de 7 a 14 dias. Isso quer dizer que, em até uma semana, a pessoas pode começar a apresentar os primeiros sintomas de coqueluche após ser infectada com a bactéria.

    É importante notar que a infecção por coqueluche pode ocorrer em qualquer época do ano e em qualquer fase da vida, podendo atingir também pessoas adultas e idosos. Entretanto, a doença acomete principalmente as crianças menores de dois anos.

    Fatores de risco

    Os dois principais fatores de risco para se contrair coqueluche são referentes a vacinação. Pode ser que a vacina que você tomou quando bebê pare de fazer efeito com o passar dos anos, tornando você suscetível à doença novamente.

    Além disso, as crianças não são totalmente imunes à coqueluche até que tenham recebido as três doses necessárias da vacina pentavalente (aquela que previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae B). Em alguns casos, pode ser que ela contraia a doença nesse intervalo.

    Vacina da coqueluche

    A melhor forma de prevenir a coqueluche é através da vacinação. No Brasil, há duas vacinas que evitam o contágio da doença e que são oferecidas gratuitamente em postos de saúde por todo o país.

    É importante notar que a imunização não oferece proteção permanente contra a doença, podendo durar até dez anos sem prejuízos. No entanto, pessoas vacinadas dificilmente contraem coqueluche ao longo da vida.

    Vacina pentavalente: é dada em três doses diferentes e previne contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae B.

    Primeira dose: aos dois meses de vida do bebê

    Segunda dose: aos quatro meses de vida do bebê

    Terceira dose: aos seis meses de vida do bebê

    Vacina DTP (tríplice bacteriana): é dada em duas doses de reforço e previne contra difteria, tétano e coqueluche.



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